sexta-feira, 24 de agosto de 2012

É proibido almoçar pizza

Por Alessandra Assad*  |  alessandraassad.com.br

A sexta-feira finalmente chegou. Eu estava em casa e nem acreditava que conseguiria colocar os pés para cima no sofá, quando fui interrompida pelo interfone. O porteiro anunciava uma encomenda para mim. Levantei para abrir a porta, e deparei-me com um entregador de pizza. Com uma naturalidade incrível, ele confirmou o meu nome, e em seguida, colocou um pizza em minhas mãos.

- Olha, eu não pedi pizza, acho que houve um engano!

- Não senhora. A pizza acabou de sair do forno, e foi uma encomenda do Shopping XYZ para anunciar a mais nova liquidação total, que acaba  de sair do forno também.

- Como é que é?

- A pizza acabou de sair do forno, e foi uma encomenda do Shopping XYZ para anunciar a mais nova liquidação total, que acaba de sair do forno também.

A ação que o shopping fez para anunciar a liquidação bombástica certamente rendeu um boca-a-boca incrível na região, e se pagou muito antes das pizzas que eles enviaram para a casa de muitas pessoas. Uma idéia simples, uma experiência fantástica.

Outro dia me hospedei em um hotel que, percebendo que muitos clientes tomavam o café da manhã com pressa, passou a oferecer a opção para o cliente se servir e levar o café em embalagens descartáveis, para ir comendo no caminho. Diferente? Ousado? Eu chamaria de  case de marketing, porque estes dois exemplos comprovam aquilo que os estudiosos tanto falam: para conquistar o cliente, coloque-se no lugar dele, enxergue com os olhos dele. Parece tão simples, e por que será que no nosso dia-a-dia, na prática, complicamos tanto?

Agora lanço um desafio para você: tente pedir uma pizza na hora do almoço em qualquer cidade que não seja São Paulo e depois me conte como foi a experiência! É incrível como parece que os empresários rotularam que pizza não foi feita para ser consumida na hora do almoço. Das poucas pizzarias que abrem nestes horários, mais de 90% não fazem entregas. É proibido almoçar pizza! E ainda teve um empresário que me falou: não vale a pena, ninguém pede! Oras, vende mais porque está sempre fresquinho, ou está sempre fresquinho porque vende mais?

Você saberia me explicar o que faz um cinzeiro de vidro transparente com um adesivo colado ao fundo escrito: "Cinzeiro apenas para a sua comodidade. Apartamento não fumante", cuidadosamente posicionado no criado-mudo de um hotel?

Duas pizzas, dois hotéis e quatro atitudes distintas em relação ao cliente. Em qual desses times você está jogando?

1 - Pouca consciência sua e pouca necessidade do cliente = cinzeiro para não fumantes.
2 - Muita consciência sua e pouca necessidade do cliente = liquidação shopping.
3 - Muita consciência sua e muita necessidade do cliente = café para levar.
4 - Pouca consciência sua e muita necessidade do cliente = pizza no almoço.

Lembre-se que a mudança e o aprendizado serão novos companheiros contínuos em nossas vidas. É preciso não só aceitá-los, mas recebê-los bem. Isso pode fazer uma grande diferença para você chegar ao sucesso que tanto almeja. Afinal, "o que quer que o fez ter sucesso no passado não o fará ter sucesso no futuro". Portanto, mexa-se. Inove. Ouça o cliente. Dê a ele o que precisa, antes que vá buscar em outro lugar... ou vai deixar essa história toda terminar em pizza?

(Artigo originalmente publicado na revista VendaMais de março de 2008)

*Sobre a autora: Alessandra Assad é diretora da AssimAssad Desenvolvimento Humano. Formada em Jornalismo, pós-graduada Comunicação Audiovisual e MBA em Direção Estratégica, é professora no MBA de Gestão Comercial da Fundação Getulio Vargas, Consultora Senior do Instituto MVC, palestrante e autora do livro Atreva-se a Mudar! - Como praticar a melhor gestão de pessoas e processos.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Técnicas Bem Humoradas de Utilização do S.A.C.

Você é bem atendido pelos SAC's das Empresas de Cartões de Crédito? E pelas Operadoras de celular?

Por Júlio César Santos  |  Comunidade Mais

A despeito do pequeno avanço registrado nas empresas de prestações de serviços no Brasil, na maioria das organizações os Serviços de Atendimento ao Consumidor ainda necessitam de constantes investimentos em sua estrutura, além de profundo treinamento em seus quadros de funcionários. Isso é facilmente percebido no momento em que as pessoas mais precisam desse tipo de serviço, pois conforme o Prof. Alex Freire (FGV) nessa hora "o consumidor se sente um verdadeiro otário".

Por isso vamos deixar claro desde o início que o SAC será tratado aqui nesse artigo como o SACO - Serviço de Atendimento ao Consumidor Otário. Diante disso, veremos abaixo as principais técnicas que deverão ser utilizadas pelos consumidores quando necessitarem recorrer a esse serviço:

- Ao decidir ligar para o SACO de uma empresa, o consumidor deve procurar um lugar confortável (o sofá, uma poltrona ou um puff), colocar uma mesinha bem perto e sobre ela colocar frutas, barra de cereais e uma garrafa de água mineral. Feche a porta da sala, desligue o som e coloque um pijama. A melhor hora para ligar é pela manhã, pois essa ligação durará no mínimo uma hora e no máximo toda eternidade.

- Fazer a ligação de um telefone fixo, pois se o consumidor a fizer de um celular corre o risco de acabar a bateria no meio da ligação e terá que repetir tudo outra vez. Sempre escolha o número nove (9) no menu, pois dessa forma o consumidor evitará ouvir o que não quer e falará direto com um ser humano. É importante ter em mãos três (3) folhas de papel para anotar o número do protocolo de atendimento porque normalmente eles são longos, cheios de letras, números, tracinhos e etc.

- Se você estiver ligando para uma operadora de cartão de crédito não digite o número do seu cartão mesmo que seja solicitado, pois isso atrasará o atendimento e o atendente vai solicitá-lo novamente. Como foi dito anteriormente digite logo o número nove, mas se for uma ligação para uma operadora de celular aí a coisa muda completamente. Aborde a(o) atendente aos gritos - de preferência xingando logo de cara - e demonstre bastante ódio, pois dessa forma ela(e) terá que repassar essa ligação para quem decide.

- Ao falar com a(o) atendente informe que você também está gravando e que tem o dia todo para fazer isso, pois a(o) faz entender que você está realmente decidido a cancelar a assinatura da revista, do cartão de crédito ou o seu celular. Nesse momento é importante demonstrar firmeza, segurança e estar preparado para enfrentar uma "guerra" de nervos. Afinal, do outro lado da linha está uma pessoa que recebeu um intenso treinamento no BOPE - RJ (Batalhão de Operações Especiais). Ela(e) vai deixá-lo nervoso, estressado e de saco cheio do SACO dele.

- Agora vai começar a verdadeira odisséia, pois tentar tranferí-lo(a) para vários ramais começando pela Célia, passando pela Vera, caindo no ramal do Fábio e depois... adivinhe onde? Com a Gerente. Ela vai perguntar por que você deseja cancelar sua assinatura e, seja lá o que você responder, vão te oferecer tudo o que não te ofereceram até hoje. Portanto, a dica é responder que perdeu o emprego, sua família te abandonou e está devendo até a sua sogra. Este é o golpe de misericórdia, pois a última coisa que eles querem é um cliente inadimplente.

- Tenha certeza de uma coisa: - a ligação vai cair. Nada do que você falou foi registrado e aquela ligação jamais existiu. Eles não lembram mais de você. Aliás, quem é você? Saiba que não foi problema de sinal e neste momento é preciso muita calma.

Sendo assim, conte de um até três milhões, coma uma fruta, beba uma água ou ligue a TV. Enfim, faça alguma coisa que o faça esquecer-se do que aconteceu. Garanto a você que a vida será melhor assim, pois a gente não ganha todas mesmo. Comece tudo outra vez e reze para a ligação não cair. Qualquer semelhança com fatos e acontecimentos reais não é mera coincidência. Está pensando em alguma empresa de serviço de que é cliente? Então ligue para o SACO dela e teste nossas sugestões.

*Sobre o autor: Julio César Santos é professor, consultor e palestrante. Articulista do Jornal do Commercio (RJ) e co-autor do livro: "Trabalho e Vida Pessoal - 50 Contos Selecionados" (Ed. Qualytimark, Rio de Janeiro, 2001). Por mais de 20 anos treinou equipes de Atendentes, Supervisores e Gerentes de Vendas, Marketing e Administração em várias empresas multinacionais de bens de consumo e de serviços. Elaborou o curso de "Gestão Empresarial" e atualmente ministra palestras e treinamentos "in Company" nas áreas de Marketing, Administração, Técnicas de Atendimento ao Cliente, Secretariado e Recursos Humanos. Graduado em Administração de Empresas, especialista em Marketing e Gestão Empresarial, com MBA em Marketing no Mercado Globalizado e complementação pedagógica. Contatos: jcss_sc@click21.com.br - (21) 2233-1762 / (21) 9348-4170.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Veja 10 maneiras erradas de um gestor motivar sua equipe

Por Viviam Klanfer Nunes  |  InfoMoney

SÃO PAULO - O que toda empresa quer são profissionais motivados, animados e interessados em fazer seu melhor. Para isso, porém, é preciso saber estimular esse comportamento, oferecendo promoções, novos desafios e mais autonomia, por exemplo. O problema é que nem todo gestor sabe, que muitas vezes, ao invés de estar motivando ele pode estar desmotivando seus funcionários.

Pensando nisso, elaboramos uma lista com 10 maneiras erradas de motivar os funcionários. Contamos, para isso, com a ajuda de especialistas em gestão de carreira e motivação. Confira:

1 - Os profissionais são únicos - "não existe motivação em massa", explica o especialista em motivação, Roberto Recinella. Uma das maneiras erradas de motivar os profissionais é acreditar que o que motiva um motiva todos. Os líderes que não conhecem cada um dos membros de suas equipes podem cometer esse erro.

Na prática, o gestor acredita que determinado elemento vai motivar um profissional, pois foi o mesmo elemento que já motivou um outro trabalhador. Mas, segundo Recinella, isso não funciona sempre. A sugestão é conhecer cada um dos membros da equipe, entendendo suas necessidades e interesses.

2 - Desafios megalomaníacos - a maioria das pessoas sabe que os profissionais, para se sentirem motivados, querem desafios constantes. Ou seja, uma oportunidade de superar uma meta e de mostrar um bom trabalho. O erro acontece quando o líder, pensando que vai motivar, estipula um desafio absurdo, que dificilmente será atingido. "O profissional sabe que não vai conseguir e logo fica desmotivado", analisa o especialista. Os desafios devem sempre ser propostos, mas precisam ser palpáveis.

3 - Sempre em cima - ainda na lógica do item um, o líder pode desmotivar, tentando motivar, se não entender as necessidades e os interesses dos profissionais. Nesse caso, a desmotivação acontece porque o chefe fica em cima demais dos funcionários, acreditando que ele quer esse acompanhamento de perto, quando, na realidade, o que ele deseja é mais autonomia e liberdade.

Novamente, os profissionais são diferentes uns dos outros. Se o chefe entende que acompanhar de perto o trabalho de um profissional o motiva, ele não deve acreditar que isso vai motivar todos os demais. Portanto, é importante identificar as necessidades de cada um.

4 - Falta de clareza - o líder também pode desmotivar alguns membros da equipe quando está tentando motivar outros. Promover um funcionário, por exemplo, sem dúvida fará com que esse profissional se motive. Porém, se essa promoção não for clara, ou seja, se os demais não entenderem os motivos dela, será um grande fator desmotivacional para os demais membros da equipe.

5 - Feedback mal dado - alguns líderes acreditam que fazer uma crítica fará com que o profissional queira mudar, melhorar e virar o jogo. Por isso, ao dar um feedback, criticam alguns pontos do trabalho do profissional - pensando que ele vá querer melhorar. O problema, novamente, é que as pessoas são diferentes, ou seja, alguns são automotiváveis, enquanto outros desanimam totalmente.

A sugestão é fazer um feedback bem estruturado, ou seja, apontar os pontos que deveriam ser melhorados, observando a maneira de falar e ainda ressaltar os pontos positivos do trabalho do profissional.

6 - Falta de feedback - na mesma linha do item anterior, o feedback é uma questão bastante delicada. Se o líder prefere não fazer, pensando que o profissional vai achar que a ausência de feedback significa que não há nada de errado com seu trabalho, isso pode ser um "grande tiro no pé", explica a professora do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Adriana Gomes.

Sem uma avaliação do seu trabalho o profissional pode sentir que não é importante, que seu trabalho não faz nenhuma diferença.

7 - Promoção sem remuneração - promover uma pessoa de cargo é um ótimo fator motivacional, mostra que seu trabalho foi reconhecido e que ele está pronto para novos desafios. Mas, novamente, nem todos os profissionais são iguais, e se o líder pensar que uma promoção sem aumento de salário é sinônimo de motivação para qualquer profissional, ele pode estar muito enganado. Mesmo que o funcionário se motive num primeiro momento, com o tempo ele vai entender que só tem mais trabalho, pelo mesmo salário.

8 - Possibilidades que nunca chegam - Adriana explica que outro fator que pode gerar grande desmotivação, apesar do objetivo não ser esse, é prometer coisas e nunca cumprí-las. Desde sinalizar uma promoção que nunca chega, até coisas menores, como uma visita ao cliente, a participação em um projeto, novos desafios e remuneração maior. Claro que inicialmente o profissional vai se motivar, mas, quando ele entender que nada acontece, a situação pode ficar muito ruim.

9 - Delegar sem dar suporte - se o líder delega funções extras a um membro da equipe, é preciso que ele também dê o suporte necessário. Muitas vezes os profissionais podem sentir que não estão preparados para assumir determinadas tarefas e, se não puderem contar com o suporte do líder, o que deveria ser um fator motivacional, acaba desmotivando.

10 - Delegar sem dar autonomia - o líder também deve saber que autonomia é importante para alguns profissionais. Logo, se ele delegar algumas funções, mas continuar centralizador demais, isso pode ofuscar a motivação inicial de ter assumido novas responsabilidades.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A equipe é a maior força das empresas

Respeito, empatia, tolerância, união e sinergia estão entre os fatores que compõem o senso de equipe - e uma condição básica na criação e gestão de negócios duradouros.

Por Eduardo Zugaib*  |  Webinsider

Senso de equipe é uma das competências mais desejadas pelas empresas que pretendem posicionar-se de forma duradoura nos seus respectivos mercados.

Mais do que edificações, máquinas e tecnologia, empresas são feitas de pessoas. São elas que formam o software que faz a organização fazer algum sentido, manter algum nexo.

Uma empresa fora do horário do expediente, quando já não há mais ninguém trabalhando por lá, costuma ser um lugar assombrado, sinistro até. Toda a dinâmica provém das pessoas e, quando falta senso de equipe, o ambiente torna-se caótico, instável e altamente desgastante, já que ao invés de manter o foco no trabalho, cada profissional passa a maior parte das suas horas úteis preocupado em tornar-se imune às armações, reais e imaginárias, que estiverem preparando para ele.

O foco cede espaço para o espírito de defesa, para o estado de paz armada, tornando as decisões cada vez mais lentas, já que são tomadas com base em todos.

Entre os fatores que compõem o senso de equipe, podemos destacar cinco deles: respeito, empatia, tolerância, união e sinergia.

O respeito, essencial em qualquer relação, especialmente nos dias atuais, reveste  a relação de integridade e humanismo. Entre profissionais hierarquicamente diferentes, o respeito catalisa a admiração e fortalece a liderança.

A empatia consiste na capacidade de se projetar no lugar do outro, buscando a compreensão sobre os porquês de cada um agir como age, fortalecendo assim a comunicação. Ela ajuda a fortalecer o quarto princípio, que é o da tolerância, que nada mais é do que o reconhecimento da individualidade de cada um, ciente de que a sua própria, com todas as suas manias, também é tolerada.

A união difere-se pelo espírito de corpo. É o caminhar na mesma direção, cumprindo a missão, perseguindo a visão e honrando os valores da empresa. Ela é validada pelo quinto princípio, que é a sinergia, a capacidade de multiplicar resultados a partir da soma das pessoas e seus talentos. Sinergia é quando a soma de um mais um é muito mais do que dois. Ou seja: o senso de equipe traduz-se, na prática, em mais e melhores resultados.


*Sobre o autor: Eduardo Zugaib (falecom at eduardozugaib.com.br) é profissional de comunicação, escritor e palestrante motivacional. Sócio-diretor da Z/Training - Treinamento e Desenvolvimento.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O Processo Racional de Tomada de Decisões

Como o filme Moneyball pode ensinar empreendedores sobre gestão de informações e decisões estratégicas.

Por Sandro Magaldi*  |  Endeavor

Recentemente tive a oportunidade de assistir ao filme "O Homem que mudou o jogo" (Moneyball é o título original) indicado ao Oscar. Independente da qualidade do filme - que gostei bastante - o que mais me chamou a atenção foram as lições que o enredo traz para nós do mundo corporativo.

O filme, baseado no livro homônimo, conta a história verídica de Billy Beane, gerente geral do time de beisebol americano Oakland Athletics, interpretado por Brad Pitt. Na temporada de 2002, depois de mais uma tentativa frustrada de avançar na liga americana, Beane, pressionado pelo baixo orçamento da equipe e pela saída dos principais jogadores para times mais poderosos, revolucionou a forma como eram selecionados seus jogadores incluindo uma visão totalmente baseada em estatísticas em contraponto ao modelo anterior totalmente baseado em empirismo. É evidente que no início a resistência foi enorme, inclusive dentro da própria equipe, já que o novo modelo representava ameaça ao padrão vigente. O início mal sucedido da equipe no campeonato só alimentou essas críticas e a pressão para que se retornasse ao modelo anterior, porém no final do campeonato a equipe conquista 20 vitórias consecutivas estabelecendo novo recorde na liga, e o padrão desenvolvido por Beane se torna referência no esporte americano.

Ao invés do beisebol, o enredo poderia muito bem retratar o que acontece em muitas organizações na sua gestão de informações e definições estratégicas. O empirismo ainda impera no Brasil e, muitas vezes, oportunidades são desperdiçadas e caminhos mal traçados graças à falta de um embasamento mais técnico.

Na área de vendas esse padrão é recorrente. Basta darmos uma boa olhada em como é realizada a previsão de vendas em muitas organizações. Seguramente, a maioria dos processos, não passaria no teste de acuracidade das informações. Adotar uma visão mais técnica, baseada em informações é fator crítico de sucesso para o crescimento de toda organização, independente de seu porte.

O Oakland é um time pequeno no esporte americano e seu orçamento é muito inferior ao das principais equipes da liga. A implementação de uma visão mais técnica permitiu que a equipe otimizasse a alocação de seus recursos realizando escolhas e previsões mais adequadas a sua realidade. Essa visão não elimina a adoção da intuição tão importante e característica de todo visionário. Uma coisa não exclui a outra. Na realidade são técnicas complementares que devem ser adotadas em prol da boa gestão.

Construir um modelo racional que lhe permita basear suas decisões em análises mais técnicas deve ser uma missão de todo gestor e empreendedor. Certamente os resultados aparecerão como apareceram na equipe de Oakland.

Você deve estar curioso para saber se eles foram campeões, não é? Pois não sou estraga prazeres e não irei contar o final do filme.

*Sobre o autor: Sandro Magaldi é Vice-Presidente de Clientes e Negócios do Grupo TV1.

sábado, 18 de agosto de 2012

O sucesso, o poder da alegria, do entusiasmo, gerando soluções criativas

Por Maria Inês Felippe  |  Consultores.com.br

O sentimento do sucesso, o poder da alegria e o entusiasmo levam as pessoas a patamares mais elevados, de onde vislumbram imensas possibilidades. Essa é a grande fonte de criatividade. O entusiasmo é uma das características mais privilegiadas pelas empresas, já que o entusiasta motiva o ambiente e acaba por transformar-se no perfeito líder. Mas cuidado, o otimismo em excesso pode prejudicar o profissional, afastando-o da realidade.

Outro dia eu estava conversando com uma pessoa de uma das empresas ganhadoras do prêmio APARH - Revista Vencer! De criatividade e ela comentou: aqui na empresa hoje tudo está girando em torno da premiação. Todas as ações, idéias lançadas, enfim, tudo vem seguido da frase: vamos fazer isso e concorrer ao prêmio. Segundo ela, o presidente da empresa está constantemente incentivando a criação e busca demais uma conquista. Veja que interessante. A mesma pessoa confidenciou: Maria Inês é impressionante como essa conquista mobilizou a todos.

Para quem quer desenvolver o seu potencial criativo é importante saber que a criatividade está relacionada a alguns fatores como a constante busca de informações; mudança de pensamento; busca de melhoria, criar algo novo; exercitar a imaginação, a intuição; liberdade e não censura; repensar as decisões e transformar as ilusões em ações. Importante lembrar que atitudes repetitivas levam sempre ao mesmo lugar, bem como as decisões tomadas considerando sempre a mesma forma de pensar.

Outro dado importante sobre o processo criativo é que quem tem medo do novo e do ridículo e é auto-crítico em excesso acaba bloqueando sua criatividade. Então, se você está desempregado, quer mudar de emprego ou aventurar-se por novas áreas vai precisar de ousadia e criatividade para buscar oportunidades tanto na sua quanto em outras áreas. Busque orientação para despertar o ser criativo que está dentro de você. Se você estiver empregado reveja as suas atitudes, para se auto-avaliar corretamente, conhecendo seu potencial criativo. Lugar do patinho feio é na lagoa.

Quem não gosta de conviver com uma pessoa que demonstra entusiasmo pelo que faz, pelo que vê, pelo que vive, por projetos novos? Em geral saudáveis e de bem com a vida, são pessoas alegres, descontraídas, que gostam de inovar e demonstram capacidade para utilizar sua energia de maneira positiva e criativa. Quando as identifico, em treinamentos, cursos ou outras situações, sei que estou diante de alguém com grandes possibilidades de ser um profissional de sucesso. Isso porque o entusiasmo é uma das características mais requisitadas atualmente pelas empresas, assim como a competência interpessoal e de criação.

A capacidade de interagir com os outros é importante no processo criativo, pois pode se perceber que muitas atitudes positivas ou negativas que somente são tomadas quando as pessoas estão em grupo, jamais se manifestariam caso elas estivessem sozinhas. Desta forma, o sucesso de uma organização é substancialmente influenciado pelo desempenho de diversos grupos que interagem entre si e por toda a hierarquia da empresa. O trabalho em equipe poderá ser a primeira estratégia, mas focar no ato de conviver é que será o grande diferencial, pois a convivência gera muito mais comprometimento do que o simples fato de se reunir e trabalhar em equipe.

As soluções dos problemas, lançamentos de novos produtos, ações, decisões são resultado de esforços em conjunto, entre equipes. Não chegaremos a lugar algum sem a ajuda de diversas pessoas, de suas orientações, informações e experiências. O processo criativo coletivo mesmo sendo maior de idade complexidade possui maior poder de agregar. Isso é o que percebemos nitidamente nos grupos de treinamento, como também em diversos casos reais de empresas, especialmente identificados nos cases apresentados para concorrer ao prêmio.

Estimular a criatividade coletiva é fundamental, pois a empresa estará mais preparada para enfrentar os desafios da concorrência através da formação de grupos de convivência, geradores de idéias. Incentive o reconhecimento de soluções criativas apresentadas pelas pessoas, tanto individual quanto coletivamente. Incentive para que as pessoas individualmente reconheçam idéias e soluções apresentadas pelos colegas de trabalho. Beneficie tanto idéias individuais quanto coletivas. Certamente assim obterá destaque nos resultados da organização. Reconheça a idéia criativa de um colega e ele irá também reconhecer a sua.

Quem não leu, já ouviu falar do livro "Sem tesão não há solução", do terapeuta Roberto Freire. E não há mesmo, em nenhum setor da vida, seja no pessoal ou no profissional. O tesão a que o terapeuta se refere é exatamente essa capacidade de manter-se entusiasmado, ligado, inteiro no que você estiver fazendo, o que favorece o encontro de soluções para as dificuldades surgidas durante o processo criativo.

O entusiasmo é identificado nos profissionais de sucesso que demonstram capacidade para assumir riscos e criar. A vontade de crescer vem em primeiro lugar para essas pessoas que almejam o crescimento na carreira de forma positiva, sem querer passar por cima dos colegas e ainda sabendo lidar com pessoas difíceis. Essas são as pessoas que se destacam e ganham prêmios.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Veja algumas dicas para melhorar sua performance nos estudos

Por Viviam Klanfer Nunes  |  InfoMoney

SÃO PAULO - Para crescer na carreira, o profissional precisa de experiências, competências, habilidades e muito estudo. A falta de tempo e mesmo de disposição é um dos elementos que mais atrapalham os profissionais que querem estudar. Mas, seguindo algumas dicas, é possível ter bons resultados.

Conforme sugere o especialista em administração do tempo e produtividade, Christian Barbosa, antes de mais nada, é preciso achar o seu timing, que varia muito de pessoa para pessoa. É o momento do dia em que o profissional se sente mais disposto para se concentrar nos estudos. De nada vai adiantar separar uma hora do dia, se ela não coincide com o momento em que o profissional tem disposição.

"Se, por exemplo, você é melhor de noite, coloque as lições mais difíceis, complexas e chatas nesse período e reserve as coisas mais gostosas, fáceis e rápidas para os períodos em que não está tão ativo", recomenda Barbosa.

Descanse
Assim como estudar bastante é importante, também é preciso parar em alguns momentos. "Nem sempre forçar demais é a melhor estratégia", explica o especialista. O momento de aproveitar é quando estamos dispostos e com energia, e o de parar é quando a pessoa começa a se sentir cansada e sonolenta.

Nesse momento, a sugestão é parar mesmo, porque você está com capacidade de absorção e aprendizado reduzida. Além disso, você corre o risco de ter de rever o que já estudou em outro momento. "Atletas de alta performance sabem bem o momento de treinar e competir duro e também de parar, descansar e recarregar as baterias", exemplifica Barbosa.

Alimente-se
Outro ponto importante é fazer seu cérebro funcionar melhor. Para isso, nada melhor do que cuidar da alimentação. O especialista recomenda uma boa alimentação, com alto valor nutricional, de preferência em intervalos de três em três horas. "Estudos comprovam uma ligação direta entre sua capacidade de decidir e seus níveis de glicose no cérebro". Assim, tome cuidado para comer de forma inteligente, evitando comer apenas para saciar sua ansiedade.

Momentos de lazer também são importantes. Ajudam a recuperar as energias, oxigenar o pensamento e ter novas idéias. Assim, saiba que, quanto maior sua rotina de estudo, maior a necessidade de realizar atividades que ajudem a aumentar seu equilíbrio, como, por exemplo, um esporte. O objetivo aqui é tirar o foco dos estudos por alguns momentos.

Técnicas para estudar
O especialista sugere que o estudante faça um plano de estudo bem detalhado, com matérias específicas para dias de estudo e tarefas para realização de exercícios de reforço. Sem um plano, é mais difícil dimensionar suas metas.

Vale a pena ainda elaborar resumos de assuntos mais complexos ou mesmo desenvolver mapas mentais. "Eles são uma forma gráfica de apresentação de idéias que rapidamente retomam os conceitos aprendidos em poucos minutos", diz Barbosa.

"Vale também aprender algumas técnicas de memorização, que com pouco esforço permitem lembrar textos, fórmulas, sequências numéricas e muito mais", finaliza o especialista.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Administre resultados

Por Abraham Shapiro  |  HSM - Blog

Você tem um grupo de vendedores de bolos de porta em porta. O vendedor mais produtivo consegue vender 30 bolos por dia. O menos produtivo vende 6. Para qual dos dois você dedicaria mais tempo?

Algumas pesquisas apontam que os gerentes perdem mais de 70% de seu tempo tentando fazer pessoas não-produtivas produzirem. E a maioria dos funcionários produtivos não recebe atenção suficiente. Por isso, não se sentem valorizados pela empresa e acham que não crescerão como desejam.

Se você ensinar aquele vendedor que vende 30 bolos por dia a vender 45, você o faz aumentar as próprias vendas em 50%. E acrescentou 15 bolos ao total vendido pela equipe. Se, no entanto, passasse esse tempo com o não produtivo e fizesse aumentar as suas vendas em 50%, poderia tê-lo alavancado apenas de 6 para 9, ou seja, somaria 3 bolos à venda total da equipe em vez de 15.

Então responde: "Vale a pena passar a maior parte de seus dias com gente não-produtiva?"

O que os gerentes de verdade precisam é simplificar, simplificar e simplificar, e não fazer o que fazem: complicar, executar várias tarefas sem foco, e complicar mais.

O que fazer? Para os funcionários não-produtivos, mantenha as coisas do modo mais simples que puder, enfocando apenas produção e resultados. Dedique cada vez mais tempo às pessoas produtivas, àquelas que estão procurando a nova fronteira que só você pode lhes ensinar a transpôr.

GESTÃO POR RESULTADOS

Funcionários Não-produtivos:

  1. Contentam-se com a manutenção do emprego.
  2. Vêem problemas em tudo e só falam desses problemas.
  3. Sentem prazer em justificar as tentativas que não levaram a nada.
  4. Não querem assumir a responsabilidade pelos resultados.
Funcionário Produtivos:

  1. Desejam transpor uma nova fronteira.
  2. O gestor pode lhes ensinar a superar o status atual.
  3. Qualquer ação de apoio do gestor somará bons resultados à equipe.

Funcionários não-produtivos contentam-se com a manutenção do emprego. Eles veem problemas em tudo, e só falam desses problemas. Parecem sentir prazer em contar longas histórias sobre suas tentativas que não levaram a nada. Eles não querem assumir a responsabilidade pelos resultados. Se podem vender o mínimo e ainda assim ficar no emprego, conseguiram o que querem.

O papel original de um gerente, portanto, deve ser: "Mostrar às pessoas de sua equipe que elas têm responsabilidade por seus resultados e pelo trabalho". O segredo é administrar resultados, e não tarefas.