sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Escolha futura, decisão hoje

Por Clovis Renato Durans*  |  Consultores.com.br

Caminhos!!! Sim, existem muitos, uma infinidade de direções a serem seguidas, algumas tão óbvias que se sabe claramente qual o ponto de chegada, o que lá será encontrado, tanto coisas boas quanto coisas não tão boas. Caminhos obscuros, nos quais somente seguindo por eles pode-se saber como é seu percurso e o que está reservado em seu posto final.

Qual o momento de seguir nosso próprio caminho? O que tem maior relevância em nossas escolhas? O que realmente buscamos ao final de uma jornada? Vale a pena correr riscos ou melhor chegar a um ponto já sabido sem desgaste e correr riscos desconhecidos? Quem decide o amanhã somos nós, e isso acontece hoje.

Ainda na infância é chegado certo momento em que começamos a guardar em nosso subconsciente todas as informações que estão dispostas ao nosso redor, vemos e sentimos tudo, mesmo sem compreender e assimilar por completo todas essas informações, nosso banco de dados começa a ser formado. Começamos instintivamente a observar tudo que as pessoas fazem, como se vestem, o que gostam, o que falam, como falam, e todo o comportamento humano em seu cotidiano. Nessa fase nosso comportamento se espelha ao comportamento no qual estamos diretamente expostos, sendo esses bons ou não tão bons, pois não temos ainda em nós formado os primeiros fragmentos de nossa personalidade.

Mas é chegada dada hora em que esse efeito espelho começa a desaparecer, começamos a ser capazes de julgar o que realmente gostamos, o que mais nos agrada, o que nos chama a atenção, e é nesse momento que nossa personalidade começa a ser lapidada, nos levando a realidade de que todo ser humano é único e possui individualidades. A partir desse momento até o fim de nossas vidas a capacidade de escolha está em nossas mãos, é o momento em que escolheremos qual o caminho a ser seguido, qual a direção que norteará nossa vida futura em todos os âmbitos, sejam eles, pessoais, profissionais, religiosos, sexuais entre outros.

O momento de decisão é crucial na formação das pessoas como indivíduos dentro de uma sociedade, pois o caminho que escolhermos nos levará a sermos pessoas de bem ou não, porém em nosso percurso de vida existem muitas possibilidades e oportunidades de revermos o caminho no qual estamos direcionando nossa vida, podemos mudar de opinião, deslumbrar um novo objetivo, uma nova filosofia de vida e nada impede que possamos por vontade própria desviar nossa rota a um novo horizonte.

Cada pessoa possui em sua personalidade uma característica única na tomada de decisão, existem inúmeros fatores e condições que nos levam a certo momento a decidir nosso destino, pois nada, ou ninguém deveria decidir por nós nosso destino, sendo que este último subtrairia dos indivíduos sua liberdade de escolha, de expressão e sua própria individualidade.

Dentre os muitos perfis de escolha, podemos citar algumas como as que  estão mais presentes ao nosso redor, são eles:

Escolha racional: onde antes de decidir algo o indivíduo pondera todos os prós e contras dessa decisão, leva em conta todos os fatores e tenta minimizar ao máximo a margem de se tomar uma decisão errônea.

Escolha emocional: é a situação quem muitas vezes se deixa levar pelo momento, pessoas com sensibilidade aflorada tendem a tomar esse tipo de decisão, onde tem em vista sanar uma necessidade momentânea, onde muitas vezes pouco ou muito tempo depois é necessário rever essa decisão pois tende a se desenrolar não como o imaginado.

Escolha sem escolha: infelizmente certas situações levam as pessoas a fazerem escolhas nas quais não desejariam ter de fazê-las, forças maiores as fazem fazer tais escolhas, tendo assim mesmo que sem vontade própria arcar com as consequências dessa decisão.

Escolha por abdicação: onde o indivíduo abre mão de benefícios próprios para realizar o bem ao próximo, esta cada vez mais rara entre a sociedade dita moderna.

Existem muitas outras vertentes nas quais se possam alocar um ambiente de escolha, porém o mais importante é a razão de se tomar decisões corretas, onde as pessoas possam ser induzidas ao caminho do bem, a harmonia, da felicidade e que levem todos a formação de um mundo melhor, uma socieade mais justa, onde todos busquem um horizonte em comum.


*Sobre o autor: Clovis Renato Durans é graduado em Administração com ênfase em finanças e controladoria, MBA - Gestão de Projetos Inovadores Fundace/USP, estudos avançados em Gerenciamento de projetos com elegibilidade e certificação CAPM - PMI, estudos em Balance Scorecard.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Como deixar seus clientes nas nuvens

Os clientes já não escolhem mais apenas pela qualidade ou pelo preço, o diferencial agora é o relacionamento.

Por Daniel Huallem*  |  www.administradores.com.br

Muitos ainda repetem a máxima "a propaganda é a alma do negócio". Mas, será que nos dias de hoje, isso ainda é verdade? Afinal, o cliente não é mais aquela pessoa passiva, que recebe a comunicação das empresas, sem questionamentos e base de comparação. Hoje, o consumidor - categoria na qual eu também me incluo - está presente nas mídias sociais e dialoga com as marcas, busca a interação e usa esse retorno como um termômetro para fazer suas escolhas. E mais: o cliente de hoje escolhe e alardeia as suas preferências e frustrações para quem quiser ouvir, criando uma massa crítica que está muito além do poder de manipulação das empresas.

Produto é commodity e todo mundo sabe, já que o consumidor tem sempre muitas outras opções. Os clientes já não escolhem mais apenas pela qualidade ou pelo preço, o diferencial agora é o relacionamento. Além dos tão conhecidos "mandamentos do bom atendimento" - só prometa o que puder cumprir e cumpra o que prometer, respeite prazos, retorne as solicitações - entre tantos outros, o cliente quer, e precisa, ser surpreendido. Um bom relacionamento é o verdadeiro valor agregado que uma empresa, no mundo atual, pode oferecer. O profundo conhecimento do cliente e a capacidade de antecipar suas necessidades fazem a diferença na conquista e na fidelização do cliente.

As empresas precisam ter em mente que é o consumidor quem define quanto valem suas ofertas, avaliando a qualidade a partir do seu ponto de vista. Mas, como fazer para conquistar um cliente definitivamente? Descomoditizar o que é vendido e entregar além do esperado? Essa é uma busca diária, mas que tem que começar com uma base de dados completa e inteligente, capaz de transformar as informações em conhecimento. Capaz de - quase - adivinhar desejos. O bombardeio de informações - e a facilidade com que elas se dissipam - e o maior nível de exigência dos consumidores, exige das empresas uma análise mais profunda, que chega ao "comportamento de consumo". A tendência do chamado "customer experience" é o que tem ditado a regra do mercado recentemente: seduzir o cliente e permitir que ele experimente, teste e curta o momento é o que diferencia uma empresa das demais. E a tecnologia é uma das ferramentas indicadas para essa tarefa.

São as soluções de CRM (Customer Relationship Management) que oferecem as informações que as companhias precisam para criar essa atmosfera para seus clientes. O CRM coloca nas mãos dos gestores tudo o que eles precisam saber sobre o público com o qual dialoga. O cliente busca exclusividade, quer ser "lembrado". Portanto, o que quero dizer é que não podemos mais aceitar que, na décima vez em que fizermos contato com um call center, por exemplo, todas as informações pessoais precisem ser repetidas. Ou que, ainda, sejamos tratados como um "novo cliente" a cada compra que efetuamos na agência de viagens que frequentamos há anos. É obrigação da empresa conhecer o seu cliente, assim como ter todo o histórico operacional em mãos para melhor atendê-lo. Esse é o mínimo de cuidado que precisam oferecer.

Assim, uma base completa e unificada, compartilhada entre todos os departamentos, é fundamental, pois o conhecimento precisa ser registrado e transmitido, para que todas as áreas trabalhem em prol de um único interesse - o cliente. A geração Y está aí, dentro das empresas, assumindo cargos de gerência e diretoria, logo a contenção de informações não poderá mais ser justificada. Para eles, a palavra de ordem é compartilhamento, cresceram acostumados com essa troca e isso não será modificado no ambiente de trabalho. Habituados como estão com o mundo web, nada mais natural que as informações que fazem parte do seu dia a dia também migrem para a nuvem.

Para acompanhar essa tendência, o CRM também mudou de endereço e aderiu ao cloud computing. Agora, toda a base de dados de uma companhia pode ser colocada na web, por meio de soluções especializadas, que garantem praticidade e segurança, permitindo o acesso por qualquer pessoa habilitada, de qualquer lugar e dispositivo, sempre que necessário. Afinal, se a premissa de um bom relacionamento é a troca interna de informações, é salutar que esses dados estejam concentrados ao alcance de todos - não importa onde, não importa quando. Seu cliente também é móvel e ele quer ser reconhecido na concessionária de carros da marca X em São Paulo ou na Bahia.

E não espere começar a perder clientes para buscar a melhor solução. O consumidor quer que sua empresa se antecipe, você se lembra? Assim, não transfira a ele a responsabilidade de ser fiel ou não à sua empresa. Seja proativo e mostre que é seu interesse que ele fique e que, sempre - mas sempre mesmo - é uma grande satisfação atendê-lo.


*Sobre o autor: Daniel Huallem é CEO da BExpert.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sérgio, o carneiro, e sua lã

Por Kelly Cavalcanti Gallinari  |  Ecoach

"Chegou o verão e Sérgio já demonstrava sinais de irritação. É nesta época que os criadores tiram a lã das ovelhas e Sérgio, o carneiro, um dos bichos mais velhos da fazenda, já não aguentava mais passar por isso. Anos após anos, Sérgio ficava peladão sem entender o motivo. Apesar da lã nascer novamente no decorrer do próximo ano, Sérgio achava tudo aquilo uma sacanagem das grandes, já que imaginava que seu dono fazia aquilo por diversão.

Sérgio, nu, não tinha condições emocionais de reivindicar nada.

Mas naquele verão, Sérgio decidiu mudar sua vida. Não queria mais passar por tudo aquilo. Daria algum jeito para não tirarem suas vestes. E assim, ele fez.

No dia do corte da lã, Sérgio de um jeito de sair da fila e se misturar aos bolos de lã que já haviam sido cortadas das ovelhas. Ali ficou, escondidinho até o anoitecer. Se saisse dali, os criadores viriam que ele era o único com lã e, na certa, fariam ele passar pelo corte. Assim sendo, Sérgio preferiu dormir ali mesmo até que pensasse em como fugir da fazenda.

O que não esperava é que o dono da fazenda levaria as lãs para serem vendidas ainda naquela noite e, juntos com as lãs cortadas, Sérgio foi para o caminhão que seguiria para a cidade.

Ao chegar na confecção que compraria as lãs, o caminhão passou por uma vitrine com roupas e acessórios lindíssimos. Na loja, tinha gente muito elegante vestindo roupas lindíssimas. Sérgio ficou tão encantado com o que viu que esqueceu de se camuflar no meio das lás e logo foi descoberto pelo dono da fazenda.

Como o dono da fazenda já havia feito a venda das lãs, não fez o corte de Sérgio, que ficou belíssimo naquele momento. A lã era dele, só dele.

Os meses foram passando e a lã da galera foi crescendo. As lãs novas eram lindas, vistosas e sadias. Sérgio notou que sua lã estava velha, feia e fedida. Já era tanta lã, que era fácil encontrar resquício de fezes e bichinhos. No outro dia, Sérgio foi se coçar e saiu um "furão" correndo, que tinha feito moradia por ali.

Sérgio lamentou-se com sua amiga Catarina, que disse ter satisfação em saber que produzia lã para que muitas pessoas pudessem ficar ainda mais bonitas. Catarina tinha prazer em doar-se para fazer o outro melhor. Sérgio lembrou-se da vitrine da loja da confecção. Era tudo feito com a lã das ovelhas. A amiga de Sérgio disse, ainda, que o corte fazia com que sua lã crescesse ainda mais bonita no próximo ano.

No próximo verão, Sérgio, que tinha lã para abastecer uma confecção inteira, viu toda sua veste ir para o lixo. Acumulou tanto que estragou. Não se renovou.

A ovelha Catarina era ela, sua lã e a vitrine. Que orgulho desta ovelha.

E Sérgio? Era só Sérgio e sua lã. Nada mais. Que triste."

Já se depararam com líderes que não dividem seus conhecimentos, informações privilegiadas com medo de que seus liderados se destacassem mais do que eles? Na maioria das vezes, acabam sozinhos. E pais ausentes, que minimizam seu dever de repassar e assegurar boas condutas com o objetivos de formar bons cidadãos? Não são bons pais e formam filhos despreparados para a vida.

Meu povo, doar o que há melhor em você é o mesmo que abrir espaço para a própria renovação. Acumular lã velha faz criar bicho, faz apodrecer. Ao passo que compartilhar te faz renovar. Quando você repassa um conhecimento, um alimento, uma blusa, o que for, você fica sem. Fica pelado. E te cria a necessidade de repor. E esta reposição é a chave da renovação, do seu crescimento. E o ciclo está criado: neste ponto, você está pronto para a próxima doação.

É gostoso acompanhar o crescimento, a maturação de alguém e perceber que ele veste sua lã, ver que você contribui. É bom ver sua lã na vitrine.

E não confundam: não é você na vitrine, é a sua lã.

Abraços e até mais.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Plano de carreira: como encarar o fato de não ter atingido um objetivo?

Por Viviam Klanfer Nunes  |  InfoMoney

SÃO PAULO - Para os profissionais que não elaboraram um plano de carreira, não faz muito sentido analisar se os objetivos e as metas foram alcançados. Mas, para aqueles que fizeram, como encarar o fato de um objetivo não ter sido atingido?

Embora o plano de carreira seja essencial para uma trajetória de sucesso, há diversos imprevistos no meio do caminho que podem desviar seu percurso. Esses imprevistos, que podem ser de diversas naturezas, como o  atrito com o chefe ou uma crise econômica nacional, podem mesmo fazer com que as metas estabelecidas não sejam atingidas. E é justamente por isso que eles devem ser considerados no plano de carreira.

Ao considerar os imprevistos, o profissional tem melhores condições de lidar com o fato de não ter conquistado sua meta. De acordo com a diretora da divisão Outplacement & Career Planning da Career Center, Claudia Monari, quando o profissional não consegue atingir uma meta, por conta de alguma inteferência externa, a dica é reajustar o plano e voltar rapidamente  a sua rota.

Na prática, se o profissional tinha estabelecido que em dois anos seria gerente, mas no meio do caminho, por conta de corte nos custos, a empresa desliga esse profissional, ele deve reajustar seu plano, aumentando o prazo para atingir tal meta, por exemplo. "O principal erro é engessar o plano de carreira", diz a consultora em Transição de Carreira, da De Bernt Entschev Human Capital, Leandra Cortelleti.

Flexibilidade
Como é muito provável que ao longo de uma carreira aconteçam imprevistos, o profissional não deve pensar em seguir a risca o plano de carreira que elaborou. Ele deve estar sempre analisando a dinâmica do mercado, observando as oportunidades e ir ajustando seu plano de carreira à medida que novos elementos forem conhecidos.

O plano de carreira é útil para dar uma visão estratégica da carreira, definindo metas e objetivos que se deseja atingir, porém, o "como" chegar até lá pode mudar muito. Por exemplo, você quer ser gerente, e insiste que essa posição seja atingida na empresa que trabalha atualmente. Caso a empresa não tenha muitas oportunidades, será pouco provável que você alcance a meta.

Isso quer dizer que, ao analisar a situação atual e ao observar que a empresa não te dará essa posição, pense no objetivo maior que é ser gerente e reajuste seu plano considerando outras empresas.

O plano deve ser revisto de tempos em tempo, principalmente, quando algum evento externo acontece. Mas se mesmo com tais revisões o profissional chegar no prazo estabelecido sem ter atingido determinado objetivo, é o momento de analisar o que deu errado e tomar algumas decisões.

Decidir, por exemplo, se quer ficar na empresa ou procurar outra oportunidade. Essa mudança implica em assumir riscos, pois nada garante que na outra empresa será diferente, mas faz mais sentido do que se acomodar em um lugar que não oferece perspectivas e não te ajudará a conquistar suas metas.

Os planos de carreiras são muito úteis na trajetória profissional, porém, é preciso considerar que ele deve ser flexível e que a carreira do profissional está nas mãos dele e não da empresa. Se seu trabalho atual não oferece o que você procura, a postura correta é buscar um lugar que ofereça e não culpar a empresa. "As pessoas devem ser mais responsáveis por suas carreiras", finaliza Leandra.
 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Clima organizacional: responsabilidade do líder

Geralmente as equipes se isolam e dão valor somente ao seu trabalho. É necessário mostrar a importância de cada área da empresa.

Por Bernt Entschev*  |  Blog Vida Executiva  |  Portal Amanhã

Em todas as empresas, das pequenas às multinacionais, o clima organizacional é um dos fatores mais importantes para o bom desempenho e produtividade da equipe. E é justamente esse fator um dos maiores problemas que líderes de diversas empresas e segmentos precisam resolver diariamente.

Por mais que seja um assunto muito debatido no meio corporativo, ainda há muitos gestores e colaboradores que não entendem a importância de um bom relacionamento interpessoal e espírito de equipe que deveria permear as relações profissionais. Feliz ou infelizmente, a responsabilidade de criar um ambiente agradável de trabalho é da empresa e de quem está no comando dela. Os presidentes, diretores e coordenadores devem direcionar seus colaboradores quanto ao comportamento, valores e crenças da empresa para que todos estejam agindo e trabalhando de acordo com a cultura organizacional.

É claro que uma só pessoa não consegue realizar esse trabalho. Entretanto, existem algumas estratégias que ajudam a tornar o ambiente de trabalho mais harmonioso e colaborativo. Uma delas é o uso eficaz da comunicação interna. Comunicação fluida inter e intrassetores, ou seja, todas as áreas da empresa trabalhando juntas por um mesmo objetivo. Quando isso acontece, naturalmente diminuem as chances de problemas ocorrerem  e os resultados aumentam. Esse sentimento de equipe é cada vez mais importante uma vez que a competitividade do mercado de trabalhao forma pessoas individualistas que encaram o colego de trabalho como concorrência.

Além da comunicação, outro fator responsável dentro de uma empresa é a cooperação. O que geralmente acontece é cada equipe se isolar e dar valor somente ao seu trabalho. É necessário que o líder mostre a importância de cada área da empresa e como cada uma contribui com a outra. Quando isso fica claro para os colaboradores, o coleguismo e suporte aumentam, criando mais oportunidades para chegar a soluções eficazes.

Por fim, para alcançar esses resultados, o gestor precisa saber lidar com cada funcionário, respeitando as diferenças individuais, mas tratando todos com a mesma importância. Mais que isso, além de saber liderar, deve saber ser liderado, afinal, todos nós, em algum momento, exercemos os dois papéis. Isso envolve saber dar e receber feedbacks, já que isso é parte fundamental das relações profissionais.

É muito importante que os líderes tenham consciência da importância do trabalho em equipe e da cultura organizacional e não deixem o relacionamento entre a equipe em segundo plano, pois isso afeta diretamente os resultados da empresa. Trabalhar em equipe não deveria ser um problema, mas sim uma solução.


Sobre o autor:  Bernt Entschev é presidente da De Bernt Entshchev Human Capital. Headhunter, trabalha na área de Executive Search há mais de 20 anos. Autor do livro "Executivos, Alfaces & Morangos", Bernt também atua como conselheiro de diversas instituições.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Profissional de Marketing Digital deve ser também um bom matemático

Por Gabriel Kenski*  |  INCorporativa

Pergunte aos seus amigos graduados na área de Comunicação Social: quais eram as suas matérias preferidas nos tempos de escola? Provavelmente a maioria responderá que era história, português, redação ou até mesmo geografia. Dificilmente você ouvirá respostas como matemática ou física. Isso é fato. Um dos motivos que levam os jovens a optar por uma carreira na área de comunicação é a "fuga" dos números.

Porém, vale lembrar que a facilidade com matemática é uma habilidade essencial para o bom profissional de marketing. Fazem parte da rotina dessas pessoas entender e interpretar os números do mercado, realizar relatórios de venda e retorno sobre o investimento, plano de mídia, gerenciar as ações realizadas e entender se o trabalho feito tem qualidade ou não.

Nesses 15 anos de trabalho, já vivenciei várias situações em que profissionais de marketing mostram uma imensa dificuldade com números, especialmente aqueles com formação na área de comunicação. Muitos não sabem ao menos fazer operações simples, como regra de três, proporção e porcentagens.

Não é a toa que, nos processos seletivos da Media Factory, os candidatos passam por provas de matemática. Essa foi uma forma que encontramos para evitar futuras "gafes" no momento de calcular e apresentar números.

Na área de marketing digital a familiaridade com números se torna ainda mais importante, uma vez que a partir do momento em que a campanha vai pro ar, o trabalho de mensuração de resultados começa imediatamente. Esse é inclusive o diferencial das agências de marketing online: elas trabalham no sistema real time.

Às vezes uma campanha online gera um tráfego intenso de acessos, porém, quando você compara com o número efetivo de vendas do produto, você descobre que essa audiência não está sendo qualitativa, ou seja, não está gerando resultado. Parte do trabalho do profissional de marketing online é saber tomar uma decisão levando em consideração os números de uma campanha.

Ao apresentar ao cliente os números de um job que você considera bem sucedido, tudo se torna mais claro. A matemática é uma ciência exata, os números não mentem.

Acredito que as universidades de marketing e publicidade deveriam se modernizar nesse sentido e oferecer aos alunos mais matérias que abordem situações envolvendo números que são vividos no dia a dia. Digo isso, pois no quesito matemática, muitos recém formados, e até os mais experientes, estão despreparados. Se a pessoa tem pelo menos um conceito básico em relação aos números, se adequa tranquilamente ao que o mercado exige, mas se tem base ruim em matemática, poderá se complicar.

Vem-me à cabeça o exemplo de Martha Gabriel, conhecida profissional de marketing online. Ela é formada em Engenharia Civil e isso certamente ajudou em sua carreira na área de marketing.

Por isso, sempre cito isso em meus discursos: um profissional de marketing completo deve saber como "ler" os números.


*Sobre o autor: Gabriel Kenski é diretor de negócios da Media Factory, empresa de marketing digital e uma das pioneiras no conceito de marketing de performance.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O Jeitinho Brasileiro liderando o Futuro

O "jeitinho" brasileiro é uma virtude ou um defeito? Quais são as qualidades dos executivos brasileiros no exterior? Como os estrangeiros veem nossos executivos?

Por Júlio César Santos*  |  Comunidade Mais

Em inúmeras ocasiões o "jeitinho" brasileiro já foi cantado em verso e prosa e na maior parte das vezes nossa forma de ser, de conviver e de produzir está diretamente relacionada à imagem que fazem de nós no exterior. Mas, afinal de contas como é esse jeito peculiar? O que nos faz diferentes de nossos parceiros internacionais? Como os estrangeiros veem o "jeitinho" brasileiro de ser? O que é "jeitinho"?

Para alguns estudiosos do comportamento humano o jeitinho brasileiro é aquela imposição do conveniente sobre o certo. É a filosofia de que, se está dando certo, é porque isso é o certo a ser feito. Desde que dar certo signifique "resolver o meu problema", ainda que não definitivamente.

Mas, o que esse jeito de ser brasileiro provoca na carreira de um executivo no exterior? O perfil gerencial brasileiro não passa desapercebido nos EUA e na Europa seja pelo excesso de improviso, carisma ou simpatia os profissionais brasileiros têm chamado a atenção dos analistas em gestão. Pois, na verdade, existe outro lado desse "jeitinho" que são algumas qualidades muito apreciadas no exterior:

Solidariedade: somos reconhecidos no exterior pela nossa solidariedade e, o melhor exemplo disso, são as campanhas de doação de órgãos realizadas por executivos brasileiros que moram nos EUA, a fim de manter um banco de órgãos compatíveis para doação no Brasil.

Assertividade: é o comportamento que se caracteriza pela firmeza de opiniões de uma pessoa; ou seja, pelo seu posicionamento em relação a determinado assunto, com posições claras e argumentações consistentes. A assertividade é uma das principais competências gerenciais para o sucesso dos executivos brasileiros no exterior, pois ela é o comportamento de equilíbrio entre a passividade e a agressividade de uma comunicação. Dessa forma, observa-se que muitos executivos brasileiros que vivem no exterior são pessoas que não aceitam passivamente tudo aquilo que lhes são solicitados, assim como também não aceitam o ponto oposto. Muitos brasileiros que trabalham fora do país acabaram se tornando líderes por terem conseguido colocar suas idéias através de argumentações consistentes e, principalmente, por não terem tido medo de dizer "não".

Criatividade: a visão é de um engenheiro brasileiro especialista em análise de riscos de projetos que trabalha nos EUA para várias empresas multinacionais. Ricardo Vargas percebeu que levava algumas vantagens sobre seus concorrentes americanos. Primeiro que ele não se intimidava com platéias de outras nacionalidades em inglês fluente. Outra vantagem brasileira é a "paixão" demonstrada pelo trabalho a ser realizado, pois nós brasileiros estamos mais acostumados a lidar com crises do que eles. No final de 2008, muitos clientes de Ricardo estavam apavorados com a crise econômica que se apresentava. Essa capacidade brasileira de sobreviver, de "se virar" e de resolver o problema é muito bem vista pelos analistas estrangeiros. "Nós brasileiros estamos mais bem preparados para enfrentar as crises do que qualquer outro país americano ou europeu, uma vez que eles estão pouco acostumados a elas" - disse Ricardo Vargas.

Os estrangeiros são completamente encantados com o nosso improviso durante momentos de crise e, pensar no futuro, pode ser um excelente exercício que nos leve a acertar. O líder brasileiro do futuro acredita em si mesmo e tem um alto poder de concentração nas suas metas. Eles acreditam na sua intuição, nos seus sentimentos e na sua inspiração.

Seus "insights" (intuição) são úteis para criar novos produtos, serviços ou mercados. Seus sentimentos são importantes para envolver emocionalmente sua equipe e, sua inspiração, para realizar o sonho em um mundo real. Os líderes brasileiros do futuro apreciam a audácia, a paixão pelo desconhecido e adoram o "impossível". Para eles o ato de liderar é uma gratificação pelo próprio exercício da Liderança.

Eles amam tanto os resultados quanto os processos para alcançá-los e dedicam tanto tempo para o espiritual quanto o material. Os líderes brasileiros do futuro se orgulham de crescer profissionalmente, mas se orgulham ainda mais da sua equipe. Eles têm a cabeça nas nuvens - sonhando alto - e "os pés no chão", o que demonstra o equilíbrio emocional dos brasileiros que trabalham no exterior.


*Sobre o autor: Julio César Santos é professor, consultor e palestrante. Articulista do Jornal do Commercio (RJ) e co-autor do livro: "Trabalho e Vida Pessoal - 50 Contos Selecionados" (Ed. Qualytimark, Rio de Janeiro, 2001). Por mais de 20 anos treinou equipes de Atendentes, Supervisores e Gerentes de Vendas, Marketing e Administração em várias empresas multinacionais de bens de consumo e de serviços. Elaborou o curso de "Gestão Empresarial" e atualmente ministra palestras e treinamentos "in Company" nas áreas de Marketing, Administração, Técnicas de Atendimento ao Cliente, Secretariado e Recursos Humanos. Graduado em Administração de Empresas, especialista em Marketing e Gestão Empresarial, com MBA em Marketing no Mercado Globalizado e complementação pedagógica.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Faço na prática o que prometo?

Por Dalmir SantAnna  |  Consultores.com.br

Há pessoas que prometem muito, mas no cotidiano esquecem o que foi acordado. Profissionais de vendas que prometem vender mais. Estudantes que prometem melhores notas na faculdade. Mulheres que prometem emagrecer. Homens que prometem participar mais ativamente da família. Gerentes, líderes, supervisores e empresários que prometem melhorar o clima organizacional no ambiente de trabalho. Existem funcionários que prometem participar de um treinamento, mas querem mesmo é aproveitar o evento para fazer compras. Há pessoas que na sexta-feira ao terminar o expediente, assumem o compromisso de chegar de volta na segunda-feira mais motivado, entretanto, na prática esquecem o que prometeram. Você conhece pessoas com este comportamento?

Coerente relação entre o discurso e a prática - O compromisso de prometer algo a si próprio, ou mesmo à outra pessoa deve ser aceito como uma dívida que somente terá sua quitação, com a coerente relação entre o discurso e a prática. Talvez neste momento, você lembre alguém que prometeu algo e nada fez para cumprir o acordado! Promessas que por falta de planejamento e foco no resultado, passam a ficar somente no discurso. Quando um profissional demonstra ser comprometido com as suas atribuições, busca a melhoria contínua no desempenho dos índices de trabalho e também com os compromissos assumidos. A falta de dedicação e comprometimento com suas metas e planejamento, resulta no aspecto de prometer e nada fazer acontecer.

A promessa não pode ser esquecida - O desafio de prometer menos e surpreender mais, exige parar, por alguns momentos da sua vida e escrever uma lista das principais atividades que você deseja realizar. Em seguida estabelecer prioridades, de acordo com cada período do dia ou da semana. Em terceiro, buscar cumprir cada meta estabelecida. Esta lista de prioridade pode ser escrita à mão, impressa, disponibilizada em um arquivo do seu computador, ou ainda, no próprio celular. O importante é que esteja em um local de rápido acesso e que permita monitorar seu desempenho. Lembre de colocar em prática o que prometeu e realize o exercício de monitorar sua evolução, pois estará percebendo que evitou atropelos e conseguiu cumprir com compromisso, organização e perseverança as promessas assumidas.

Para coibir que promessas sejam apenas palavras soltas ao vento é imprescindível intensificar o desejo de fazer a diferença. Permanecer atento às informações e as oportunidades que estão a sua volta. Investir em renovação tecnológica, desenvolvimento das suas competências, administração do tempo e exercitar sua visão de futuro. Note que antes de prometer algo ou de assumir um compromisso, você tem o livre-arbítrio de dizer sim ou não. Perceba que pessoas que prometem e nada fazem, somente contam com uma palavra para justificar sua falha: desculpas. Vamos juntos, assumir o compromisso de prometer menos e fazer mais?

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Elimine manias e medos. Dissemine conhecimento e trabalhe melhor

Por Andrei Silva  |  Blog Andrei MKT

O conhecimento é um patrimônio que todos nós vamos construindo com o passar do tempo. As nossas vivências e preferências ditam como será a nossa base de criação de conceitos para tudo o que encontramos no decorrer de nosso trajeto na vida.

No âmbito organizacional, todos os funcionários que entram em determinada empresa necessitam que exista um cuidado especial, com relação ao seu acolhimento. Esse momento é chamado de aculturação. É a partir daí que um colaborador começa a criar seu conceito laboral, e pode decidir se está à vontade para trabalhar na empresa, ou se essa empresa não correspondeu com suas expectativas. Uma organização que presta os devidos cuidados com um colaborador, dificilmente enfrentará problemas com relação a "vícios" trazidos desse novo funcionário para seu atual ambiente de trabalho. Esses vícios são advindos da cultura do seu trabalho anterior. Manias que, com o tempo, acabam sendo características de cada um, e que podem influenciar no comportamento desse colaborador dentro da nova empresa. Os vícios variam de função a função e podem comprometer o andamento de um trabalho saudável.

Dentre inúmeras manias é possível citar exemplos como: falar alto no ambiente de trabalho, passar muito tempo ao telefone no horário de trabalho, ser exigente demais, mau humor em excesso, falta de compromisso com as atividades, trabalho individual e agressividade com os colegas. Esses fatores podem ser evitados se as empresas possuírem gestores atentos ao momento que corresponde a aculturação de um funcionário. Apresentar a missão e a visão da empresa é o primeiro passo para começar a demonstrar quais são as principais filosofias dentro do ambiente de trabalho. Dar um sentido para as atividades desses colaborador é essencial na criação de um conceito positivo junto ao colaborador. O ideal é fazer as devidas apresentações desse funcionário aos seus novos colegas de trabalho. Levá-lo para conhecer os processos de produção e todos os setores existentes dentro da empresa. Isso é muito importante. Dar as instruções de como ele deve agir na busca por informações mais aprofundadas sobre qualquer processo dentro da organização também é primordial.

Nada mais difícil que começar em um novo emprego e não ter as informações necessárias para começar a dar início às suas atividades não acha?

Muitos colaboradores veteranos podem hesitar em passar dados ou, simplesmente, não acham necessário ensinar tudo o que sabem a um novo funcionário. Geralmente por achar que podem perder seu cargo para um "novato". Os colaboradores mais antigos evitam repassar informações elementares para a conclusão de muitas atividades. Deixam os treinamentos pela metade, ou não se importam em ver esse novo funcionário desesperado em busca de informações que eles poderiam repassar. Esse medo, de alguns dos veteranos, acaba comprometendo todo o trabalho de treinamento e também afeta a relação entre funcionários novos e antigos. O ideal é que esses colaboradores veteranos não tenham medo de compartilhar o conhecimento para os demais. Quem é bom se destaca dos outros por trabalhos bem feitos e compromisso com as suas atividades. Caso alguém venha a substituí-lo, é porque, certamente, ele não vem cumprindo com os seus compromissos. A disseminação do conhecimento é importante para manter o bom funcionamento dos processos e atividades, desde as administrativas às operacionais. Se bem observado, um funcionário só estará preparado para exercer uma função se ele estiver bem treinado e confiante para desenvolver o trabalho. Caso contrário tudo continuará como está. Se os funcionários novos não aprendem, os veteranos acabam sem pessoas qualificadas para substituí-los, caso haja alguma possibilidade de promoção para eles. No final, quem acaba perdendo oportunidades são os veteranos.

Não adianta querer retardar os processos por receio. Todos devem estar cientes de que o crescimento profissional demanda amadurecimento e, também, da voluntária colaboração na disseminação do conhecimento.

Começar a aplicar esses métodos no ambiente de trabalho é uma questão de preparo pessoal. O colaborador deve entender que seu bom desempenho depende dos demais funcionários. Quando a ajuda é recíproca todos saem ganhando. Nada melhor que trabalhar num ambiente no qual existe troca de experiências, e o conhecimento é bem partilhado.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Idade e carreira: veja o que dizem especialistas sobre o assunto

Por Gladys Ferraz Magalhães  |  InfoMoney

SÃO PAULO - Existe idade para assumir um cargo de liderança? Com que idade a pessoa é considerada velha para o mercado? Questões envolvendo idade e carreira estão entre as que mais geram dúvidas nos profissionais.

Assim, para tentar sanar ou ao menos clarear algumas dessas dúvidas, o portal InfoMoney foi ouvir o diretor executivo da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Marshal Raffa, e a headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Ariadne Tomczak.

Jovens na liderança
Quando o assunto envolve idade e liderança, um dos principais questionamentos é sobre os jovens que chegam muito cedo ao poder. Ambos os especialistas, acreditam que a pouca idade pode ser um complicador neste sentido, visto que, para muitos dos jovens em posições de liderança nas empresas, faltam maturidade e experiência.

"Não podemos deixar de reconhecer que estes jovens alcançam o espaço por competência. Contudo, a falta de maturidade e o fato de pularem etapas do desenvolvimento profissional podem impactar de forma negativa na tomada de decisões", diz Raffa.

Ariadne concorda e completa: "a vida não tem atalho (...) Liderança é reflexo de um processo de aprendizagem. O líder tem que inspirar, ensinar... E, muitas vezes, a falta de experiência pode atrapalhar (...) É lógico que há bons jovens. De toda forma, estes profissionais devem estar preparados para enfrentar as dificuldades, preconceito e resistência".

Prazo de validade
Outra questão que costuma ser tema de discussões acaloradas diz respeito a quando as pessoas são consideradas velhas para o mercado de trabalho.

Na opinião da headhunter da De Bernt Human Capital, a resposta para esta pergunta passa pela área do profissional. Ou seja, depende do mercado de atuação.

Já o diretor executivo da Ricardo Xavier Recursos Humanos, não acha que exista uma idade de rejeição. "Se fosse há dez anos, eu diria que a partir dos 40 anos as pessoas já encontrariam dificuldades no mercado de trabalho. Hoje, contudo, isto não é mais uma realidade (...) Especialmente, após a crise de 2008, quando as empresas foram atrás dos profissionais mais experientes".

Idade e ascensão profissional
Muitas pessoas relatam ter mais dificuldades para ascender profissionalmente, quando já não são mais consideradas jovens. Sobre o assunto, Ariadne reconhece que há mais dificuldade para estes profissionais alcançarem novas posições, porém, diz ela, depende do cenário e do momento da empresa.

Raffa, por outro lado, é categórico: "profissionais que não galgaram uma posição até uns 40 anos, por exemplo, vão sim encontrar dificuldades".

Nunca é tarde para recomeçar
Sobre a questão da troca de área ou profissão depois de uma certa idade, os especialistas acreditam que nunca é tarde para recomeçar.

Contudo, explicam os especialistas, se a pessoa decide trocar de carreira deve estar preparada para "descer alguns degraus". Em outras palavras, ela deve entender que não ficará no mesmo patamar e que terá de investir na carreira.

Além da idade
De modo geral, avalia Ariadne, independentemente da idade, o profissional precisa perceber que é necessária a busca constante de conhecimento para evoluir na carreira, sendo que os profissionais mais velhos devem sempre buscar destacar a experiência, enquanto que os mais novos, a vontade de crescer profissionalmente.

Raffa concorda e acrescenta: "na maior parte das vezes, quem tem o maior preconceito é o próprio profissional e não o mercado, sendo que a pessoa usa a questão para mascarar outros problemas. Assim, o profissional deve procurar fazer uma autoanálise para identificar suas deficiências e procurar saná-las".

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Trabalho sob pressão: organização é a chave para lidar com o problema

Por Viviam Klanfer Nunes  |  InfoMoney

SÃO PAULO - Os prazos são curtos, os recursos são escassos e os clientes, extremamente exigentes. Em um mundo competitivo, dinâmico e que nunca para, trabalhar sob pressão faz parte do negócio. Embora não seja possível eliminar esse componente característico do mercado de trabalho, há muito que fazer para suavizá-lo.

Primeiramente, vale esclarecer o que é trabalhar sob pressão. "Nada mais é do que você conseguir trabalhar de forma organizada, cumprir seus prazos - sem se deixar influenciar por coisas externas e entregar com qualidade", explica o gerente-geral da Dasein Executive Search, David Braga.

Mas como fazer isso?  O especialista acredita que uma das principais estratégias para reduzir a pressão no trabalho é a organização. Profissionais responsáveis por muitas atividades e que precisam tomar diversas decisões precisam saber muito bem se organizar e priorizar as demandas.

"É preciso parar e analisar todo o contexto. Inclusive, se você tem recursos e tempo hábil para entregar as demandas", explica Braga. Nessa análise, o profissional deve observar quais são suas fraquezas e quais são seus pontos fortes e, em relação às demandas, deve analisar onde estão as chances de ocorrer mais problemas e erros.

Quanto mais claro for o cenário para o profissional em relação ao tempo, recursos, pontos que geram problemas, mais fácil será tomar decisões. Isso também ajuda o profissional a dizer alguns "nãos", por exemplo.

Saber dizer não
De acordo com especialista, quando o profissional não é organizado, ele vai aceitando todas as demandas que chegam, todos os pedidos dos clientes, dificilmente recusando uma tarefa. O problema é que essa atitude é justamente o que vai levá-lo a ter de lidar com prazos impossíveis, sem os recursos suficientes.

"O trabalho sob pressão é muitas vezes o resultado do acúmulo de tarefas e da desorganização profissional", diz Braga. Muitos profissionais, porém, mesmo sabendo da escassez de recursos e tempo, evitam dizer não, por medo do chefe ou de perder o cliente.

Para Braga, as empresas não querem profissionais que só digam "sim" para todas as demandas. Elas querem aqueles que saibam analisar o contexto - disponibilidade de pessoa, dinheiro e tempo - e possam argumentar sobre as limitações. E a organização é o elemento fundamental, pois é o que vai permitir a análise do cenário.