sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O poder da informação para o profissional moderno

Por Eugênio Sales Queiroz  |  Consultores.com.br
 
Sabemos que, neste século, um profissional bem informado tem um grande poder em suas mãos. E esse poder sendo bem usado o levará ao sucesso pessoal e profissional.
 
Mas o que leva-lo-á a ser um profissional bem informado?
 
- Estudar continuadamente a sua área de atuação bem como notícias e novidades a respeito da mesma.
 
- Estar antenado com as mudanças ocorridas diariamente no mundo inteiro.
 
- Ser um profundo conhecedor da sua profissão, assinando revistas e newsletter para ficar bem informado.
 
- Conversar com pessoas mais experientes para captar suas opiniões a respeito da sua área profissional.
 
- Participar de congressos, fóruns, palestras, cursos e workshops com o intuito de aprender sempre mais.
 
Aqui vai uma informação poderosa para você que deseja ser uma pessoa bem sucedida em sua carreira. Não basta adquirir informações e sim colocá-las em prática sempre que o momento for oportuno.
 
Nunca perca a chance de mostrar seus conhecimentos quando os mesmos forem necessários. Essa será uma excelente oportunidade para você demonstrar o que sabe, agregando, assim, valor a sua habilidade profissional.
 
Então, concluímos que um profissional bem informado é um profissional respeitado e valorizado num mundo em que "informação" é "poder".
 
E você que deseja ir bem mais longe em sua carreira, discipline-se a ser cada vez mais bem preparado e bem informado. Agindo assim, você estará sempre pronto a agir e reagir neste mundo globalizado, onde se exigem do profissional atitudes ousadas e competência para assumir riscos calculados.
 
Não perca mais tempo. Comece a elaborar seu plano de ação para seguir bem mais confiante.
 
Afinal de contas, você pode muito mais do que já conseguiu até aqui.
 
Sucesso sempre!


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Trabalho em equipe

Um dos ingredientes fundamentais de quando se trabalha em equipe é o comprometimento com os resultados.
 
Por Pedro Paulo Galindo Morales*  |  Falando de Gestão
 
Trabalhar em equipe é um dos maiores desafios dos últimos tempos. Apesar de todo treinamento e conscientização, ainda há na maioria das empresas a falta de condições para o desenvolvimento desse modo de trabalho. Um dos exemplos mais comuns é aquele gestor que durante o dia prega o trabalho em equipe, mas à noite decide tudo sozinho. Ou então, aquele que mantém segredo sobre tudo simplesmente porque desconfia de tudo e de todos.
 
Trabalhar em equipe é reunir um grupo de pessoas com uma mesma finalidade. Esse grupo possui habilidades complementares que se unem em prol de um objetivo comum, consideram-se coletivamente responsáveis por esse trabalho e compreendem quais são suas metas e resultados a serem alcançados.
 
Jerry Wisinski relaciona os seguintes elementos para que uma equipe tenha sucesso na busca dos seus objetivos:
 
- Participação: todo integrante da equipe deve ter uma participação equilibrada sendo que ninguém deve dominar ou se ausentar do trabalho;
 
- Vender idéias: cada membro da equipe deve propor suas idéias e apresentá-la à equipe de forma a contribuir com o trabalho;
 
- Renúncia: renunciar uma posição pessoal em prol do grupo;
 
- Avaliação: avaliar os resultados alcançados pela equipe procurando eliminar os pontos falhos e buscar as alternativas que resolvam os problemas;
 
- Relacionamento: não deve haver espaço para conflitos pessoais, estes devem ser resolvidos mais rápido possível para não prejudicar a realização das tarefas.
 
- Realização das tarefas: todos devem estar conscientes, pois em um relacionamento em equipe a falha de um membro pode atrasar toda a equipe.
 
Um dos ingredientes fundamentais para se trabalhar em equipe é o comprometimento com os resultados. Não devemos agir como um grupo que trabalha em uma plantação de feijão, onde o trabalho em grupo é feito da seguinte maneira: o primeiro cava o buraco, o segundo enterra a semente e o terceiro tapa o buraco. Se por algum motivo o segundo não enterrar a semente corretamente, o trabalho será comprometido; ou seja, eles trabalharam em grupo, mas não em equipe.
 
Os principais fatores que contribuem para o sucesso do trabalho em equipe são: preocupar-se com o bem estar dos componentes do grupo; auxiliar um membro da equipe quando este tem problemas pessoais ou profissionais; unir-se visando o resultado final; fazer de sua fraqueza a fortaleza do outro e vice versa. Como disse Michael Jordan: "Com talento ganhamos partidas; com trabalho em equipe e inteligência ganhamos campeonatos."
 
Trabalhar em equipe é mais divertido do que trabalhar individualmente, melhora o nosso desempenho e contribui para a melhora dos resultados da empresa. Vamos refletir sobre isso!
 
 
* Sobre o autor: Pedro Paulo Galindo Morales é Tecnólogo em Gestão, Pós-Graduado em Controladoria, Técnico em Contabilidade e Blogueiro. Contato: pedropaulomorales@yahoo.com.br

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O poder do feedback

Por Evaldo Costa  |  Portal HSM
 
"Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior. Estas atitudes se refletirão em mudanças positivas no seu ambiente familiar. Deste ponto em diante, as mudanças expandirão em proporções cada vez maiores. Tudo o que fazemos produz efeito e causa algum impacto". [Dalai Lama]
 
Você costuma dar feedback aos seus subordinados, pares e chefes? Você recebe feedback deles? Você se considera competente na arte de dar feedback?
 
Pois saiba que dar feedback com maestria é uma qualidade muito apreciada por todos e é uma das principais características dos grandes líderes. Saiba que dar feedback não significa somente criticar quando as coisas não saem bem ou mesmo elogios exagerados. O feedback produtivo é fruto da crítica e do elogio oportuno e sincero, ou seja: no tempero certo. Um bom líder é aquele que se preocupa em dar feedback diário aos seus colaboradores. Para otimizar o processo de feedback, o ideal é a manutenção de mecanismo de avaliação por mérito, assim, as pessoas se sentirão acompanhadas e tenderão a reagir positivamente. Nele, o ideal é que os objetivos (qualitativos e quantitativos) sejam aferidos e as pessoas motivadas a melhorar as suas performances. Além disso, cabe enfatizar que o envolvimento delas no processo de avaliação será sempre de grande valia. Pois, se você pede a um colaborador para que se avalie dando nota, por exemplo, de acordo com uma escala de 1 a 10, certamente, será mais fácil iniciar a sua parte já que agora você possui uma base por onde começar. Os critérios devem ser transparentes a todos da empresa.
 
Para ser eficaz você deve começar dando feedback sobre o que eles deixaram escapar. Depois exalte os pontos positivos e, finalmente, encerre com um elogio para manter o clima otimista. Lembre-se da importância do equilíbrio no processo de avaliação. Uma boa tática é adotar a filosofia de Pareto, ou seja: para cada ponto negativo três positivos.
 
Elogiar é importante
 
Como você sabe, devemos recorrer ao feedback visando, também, à motivação da equipe. Nesse contexto, uma dica importante para lhe render muita admiração é elogiar não apenas os resultados, mas também os esforços. Quando a sua equipe perceber que você respeita sua dedicação ela tenderá a sentir-se mais comprometida e disposta a lutar pelos objetivos traçados. Diga a eles algo do tipo: "Parabéns desta vez você se superou..." e poderá comprovar que os milagres existem. Lembre-se: um reconhecimento sincero é uma grande fonte de energia. Faça isso e terá um exército de pessoas dispostas a defender suas idéias. Uma outra dica que poderá lhe render muitos dividendos na busca pela liderança eficaz será chamar os colaboradores pelo nome enquanto você estiver conversando com eles. Daí a importância de você decorar imediatamente o nome de todos os membros de sua equipe. Agindo assim, você perceberá que todos responderão mais entusiasticamente aos seus apelos.

Lembre-se de que os elogios podem ocorrer no face a face, por e-mail, cartão ou até mesmo em pequenas lembranças. Mas, independente da forma, perderá todo o seu encanto se for repetido frequentemente. Para produzir os efeitos desejados, o elogio precisa ser específico e sincero e revelará resultados exuberantes quando for dado em público. Já a crítica sempre deverá ocorrer em particular. Cultive o hábito de dizer calorosamente algo do tipo: "Fulano (chamando-o pelo nome), obrigado por você ter..." ao invés de dizer apenas obrigado e virar as costas. Pense nisso e muito sucesso!

"Não existe vitamina verbal mais potente que um elogio." [Frederick Harris]

"Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz." [Madre Teresa de Calcutá]


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Veja as principais escolhas para aumentar produtividade no trabalho

Por Viviam Klanfer Nunes  |  InfoMoney

SÃO PAULO - Para uma carreira de sucesso, os profissionais precisam aprender a tomar decisões da forma mais assertiva possível, manter a concentração e se assegurarem de ter energia suficiente para o desenvolvimento das tarefas.

No caso das ocasiões, o problema é mais complexo do que se imagina. Tomar uma decisão é optar por seguir esse ou aquele caminho, baseado em uma infinidade de variáveis. Gerir corretamente a atenção é conseguir se concentrar independente das milhares formas de interrupções que enfrentamos diariamente.

Em relação à energia, é preciso saber que o trabalho mental gera um cansaço que dura muito mais do que o esforço físico e que é muito mais complicado recarregar essa energia. Ainda, o modelo mais comum de trabalho dos dias atuais, no qual a maioria dos profissionais passa horas do dia sentado, produz um sério problema, que é o sedentarismo e que afeta muito a capacidade cognitiva do profissional.

Nesse contexto, em que os profissionais precisam tomar decisões, lutar contra distúrbios de atenção e manter a energia, a empresa global de treinamento e eficácia, Franklin Covey, elaborou um workshop chamado "As 5 escolhas para uma produtividade extraordinária". Nesse treinamento são pontuados cinco elementos que os profissionais devem observar para serem mais produtivos. Confira:

1 - Agir sobre o importante - o diretor de conteúdo da Franklin Covey, Luciano Meira, explica que um dos principais pontos na busca da máxima produtividade é saber agir sobre as atividades importantes, que não são necessariamente as mais urgentes.

Para isso, o profissional precisa criar um senso de prioridade, identificando quais as ações resultarão em algo mais produtivo e focar nelas. As demandas que aparentemente são urgentes normalmente atrapalham os profissionais nesse processo. Um exemplo disso é a enxurrada de e-mails e telefonemas que recebemos a todo momento.

Na prática, o profissional deve ter cuidado para não se deixar distrair por esse tipo de interferência, deixando o que é realmente importante de lado. Uma das atividades importantes para os líderes, por exemplo, é desenvolver os membros de sua equipe, porém, por darem muito atenção às demandas do dia, acabam deixando esta tarefa de lado.

Ficar postergando o desenvolvimento da sua equipe para responder as demandas da área é deixar o importante de lado. Isso porque, se ele focasse no desenvolvimento da equipe, teria um time mais produtivo e, possivelmente, menos demandas para resolver.

2 - Busque o extraordinário - a segunda atitude do profissional produtivo é buscar o extraordinário e não se conformar com o comum. Para isso, porém, é preciso, antes de mais nada, definir o que é extraordinário. Ou seja, qual o objetivo maior de sua carreira.

Quando o profissional tem definidos claramente metas e objetivos e não se conforma com uma carreira comum, se torna mais fácil manter o senso de prioridade. Isso, inclusive, o ajuda a dizer alguns "nãos", o que será muito importante para sua carreira.

Lembre-se de que a maneira mais certa de fracassar é querer agradar a todos. "Ele tem que saber o que quer", diz Meira.

3 - Programe os grandes objetivos - sem um planejamento diário e semanal, os profissionais acabam se perdendo nas tarefas pequenas do dia a dia. É importante, portanto, ter um planejamento para que você não perca o foco daquilo que é prioritário.

Esse planejamento não é apenas das tarefas que você precisa fazer durante a semana, mas, sim, um plano de atividades no qual você coloca um item fundamental, que é como fazer melhor o seu trabalho. Ou seja, vai muito além de uma simples listinha com as demandas que precisa entregar. É um plano muito maior, que considera atividades que o levarão a fazer algo excepcional.

4 - Usar a tecnologia a seu favor - e não ser controlado por ela - a tecnologia está aí. Tablets, smartphones e desktops cheios de recursos e aplicativos que, se não forem bem aproveitados, só farão com que você drene seu tempo e sua energia com coisas desnecessárias.

"A tecnologia tem que ser uma aliada. Vemos muitos profissionais usando aplicativos de maneira indiscriminada", diz Meira. Conhecendo mais profundamente os recursos, o profissional consegue com que eles facilitem muito seu dia. No e-mail, por exemplo, é possível criar regras para evitar receber spams e mesmo para que e-mails importantes sejam realçados. A questão é saber utilizar esses recursos.

Saber se organizar com tanta tecnologia também ajuda. Segundo Meira, pesquisas já apontam que executivos perdem boa parte do seu tempo procurando onde registraram importantes informações.

5 - Alimentar a sua chama anterior - por fim, não podemos esquecer de um item fundamental: a saúde. Para fazer escolhas produtivas e tomar decisões assertivas, o profissional precisa ter energia, saúde e disposição.

Se na era industrial quanto mais horas trabalhadas, melhor, na era do conhecimento, as coisas não são mais assim. Aqui, o que importa é a qualidade das escolhas que você toma. Para ser o mais direto e assertivo é preciso saber se recarregar, estar descansado e ter uma vida saudável. Para isso, deve se buscar uma boa noite de sono, entrar em contato com amigos e fazer exercícios. De novo, o sedentarismo interfere fortemente na capacidade cognitiva dos profissionais.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Ser e estar apto: um segredo do sucesso profissional

Por Abraham Shapiro  |  HSM Blog

Aptidão, o que é?

O conceito de aptidão é um dos temas centrais na teoria da evolução. Você já deve ter ouvido a frase: "sobrevivência do mais apto" alguma vez. Na palavra aptidão está contido o conceito relativo à competição pela sobrevivência ou predominância. Na verdade, ela descreve a capacidade de um indivíduo para a reprodução e consequentemente para resistir ao processo de seleção natural.

No dicionário, a palavra "apto" significa: idôneo, habilitado; que possui capacidade natural ou adquirida para realizar algo. Fala-se muito em "estar apto" e "ser apto" especialmente em assuntos de Recursos Humanos, seja na contratação de pessoas, na promoção a novos cargos e funções ou em treinamento e desenvolvimento.

Aptidão é muitas vezes confundida com adaptação. Pela adaptação consegue-se aptidão. Mas aptidão e adaptação não são a mesma coisa.

Friedrich Nietzsche disse em uma de suas obras: "Numa humanidade tão altamente desenvolvida como é a atual, cada um, por natureza, recebe um dote como acesso a muitos talentos. Cada qual tem um talento inato. Mas só a poucos é dado por nascença e por meio da educação o grau de tenacidade, persistência e energia, para que o indivíduo se torne, realmente, um talento, para que, portanto, venha a ser aquilo que é; ou seja, traduza isso em obras e ações".

Na prática, a aptidão em qualquer área é diretamente proporcional ao treinamento. Uma bailarina que se submete a severos critérios de prática de dança, tende a tornar-se mais apta, e por isso, melhor do que as que não praticam com a mesma rigidez.

Um atleta, idem.

Logo, na vida profissional, a aptidão pode ser igualmente desenvolvida. Um vendedor medíocre poderá tornar-se grande nos negócios, desde que estude e pratique com rígida disciplina a arte e a técnica de venda. Um gestor pode organizar-se pessoalmente, treinar e converter-se em um grande líder orientador e inspirador para a sua equipe e muitas outras.

Tanto para estas como para todas as outras situações da vida, treinar é essencial. Sem treinamento, não existe capacitação. E sem capacitação, ninguém estará apto ao desempenho. Assim, não existirá qualidade, metas atingidas nem competitividade.

Treinar é preciso. E depois: treinar, treinar e treinar.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Equilíbrio e aprimoramento constantes

Por Jimmy Cygler  |  Consultores.com.br

A vida não é uma corrida de 100 metros rasos. É uma maratona. No mínimo uma caminhada. Uma longa caminhada. Aquele que corre afoito, com todo seu gás, talvez até consiga um resultado bom nas primeiras centenas de metros, mas não chega longe. Logo cansa, ou até perde o equilíbrio e cai, pois as pernas não aguentam.

Na empresa a coisa não é diferente. Ela existe para existir, para se perpetuar. Os que dela dependem mais querem, é que ela continue a existir. Claro que obter resultado é uma premissa, pois sem ele ela não sobrevive, mas o resultado é uma consequência, não uma razão de ser. Todos nós precisamos respirar para viver, mas nenhum de nós vive para respirar.

Viver, então, seja para uma pessoa ou empresa, significa, antes de qualquer coisa, entender porque existimos e como devemos caminhar. Principalmente se queremos chegar longe.

Olhando em retrospectiva para a vida de empresas bem sucedidas veremos, invariavelmente, que sempre o equilíbrio e o aprimoramento constantes estiveram presentes nestas histórias.

Equilíbrio entre o curto e o longo prazo, entre buscar resultado e garantir a perenidade, entre os interesses dos acionistas da empresa e o bem estar de todos os stakeholders, entre as metas e os valores e princípios, entre a ousadia e a consideração, entre a assertividade e a empatia, entre a visão e a prática etc.

Da mesma forma, o aprimoramento constante, o famoso Kaizen, é outra condição sine-que-non para uma caminhada longeva. O hoje tem que ser melhor do que ontem e o amanhã, superar o que fizemos hoje.

É a lei da vida. Se não, não tem graça.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Você sabe quais são os cinco pecados mortais das empresas?

A recomendação é aprender com os erros, porque o futuro do seu negócio depende da assimilação dessas experiências para criar alternativas eficientes.
 
Por Alfredo Passos*  |  Webinsider
 
Há alguns anos, Peter Drucker escreveu um artigo descrevendo "cinco pecados empresariais mortais" que levaram muitas empresas a ter sérios problemas estratégicos e financeiros.
 
Sua caracterização desses "pecados" incluía:
 
- Adoração de altas margens de lucro e preços excessivos;
- Dar preço errado a um novo produto, cobrando o que o mercado suportar;
- Determinar preços em função do custo;
- Destruir a oportunidade "de amanhã" baseado na alteração "de ontem";
- Alimentar problemas e ignorar oportunidades.
 
De muitas maneiras, estes são os tempos mais difíceis para os negócios em uma geração. Todos fomos despertados para a necessidade de olhar para além do conforto de nossas vidas cotidianas, para a necessidade de sintetizar as implicações de eventos externos, incluindo o aumento da concorrência. Isso, por sua vez, leva à necessidade de focar não só na execução, mas na execução sem falhas. Não existe meio-termo, afirma Mittelstaedt Jr. (2006).
 
Segundo esse autor, estudos revelam que, apesar de dados específicos poderem ser diferentes entre setores e situações distintos, os padrões de erros anteriores e acidentes são bastante semelhantes.
 
E ainda reforça: "o aprendizado nem sempre provém das fontes que você espera, com sua própria experiência, seu próprio setor ou empresas muito parecidas. É necessário um pouco mais de esforço, mas você pode aprender mais observando exemplos num setor ou numa situação marcadamente diferentes e reconhecer que há grandes semelhanças nos padrões de ações e de comportamentos".
 
Certas situações parecem evidenciar que o erro estratégico irá causar mais impacto do que se pensa:
 
- Eles não sabiam que os clientes iam querer uma substituição de um chip defeituoso? (Intel)
- Eles não sabiam que os clientes costumam ser mais fiéis se você admite um erro e o conserta? (Firestone)
- Eles não sabiam que a alavancagem financeira e/ou fraude poderia acabar com a empresa? (Enron, WorldCom, HealthSouth).
 
Existem padrões comuns nestes casos, segundo Mittelstaedt Jr.:
 
1. Um problema inicial, que geralmente seria secundário se fosse isolado, mas que não é corrigido.
2. Um problema subsequente que se une ao efeito do problema inicial.
3. Uma correção ineficiente.
4. Descrença na seriedade crescente da situação.
5. Geralmente, uma tentativa de esconder a verdade sobre o que está acontecendo, enquanto se faz uma tentativa de remediar o problema.
6. Súbito reconhecimento do que a situação está fora de controle ou "in extremis".
7. Finalmente, o cenário máximo de desastre envolvendo perda de vidas e/ou de recursos financeiros; e, por fim, as recriminações.
 
Por isso, algumas questões são fundamentais, para se obter respostas antecipadas:
 
- Há um desastre prestes a acontecer em minha empresa?
- Nós veremos os sinais?
- Vamos pará-lo a tempo?
- Temos habilidades para enxergar os sinais e a cultura para "quebrar a sequência"?
- Somos inteligentes o suficiente para entender que tem sentido econômico preocupar-se em reduzir ou estancar erros?
 
É recomendado, aprender com os erros dos outros e imaginar o sucesso empresarial sem erros, porque seu futuro pode depender da capacidade de fazer isso.
 
Referências:
DRUCKER, Peter. The Five Deadly Business Sins. The Wall Street Journal, October 21, 1993.
MITTELSTAEDT Jr., Robert E. Seu próximo erro será fatal. Os equívocos que podem destruir uma organização. Porto Alegre: Bookman, 2006.
 
 
* Sobre o autor: Alfredo Passos - (@profdrpassos) Partner da Knowledge Management Company, Professor ESPM, Membro da Society of Competitive Intelligence Professionals - SCIP, autor de diversos livros sobre Inteligência Competitiva.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Você sabe o que é prioridade na sua empresa?

É papel do líder ajudar o time a definir o que deve ser feito primeiro e o que deve ser feito depois.
 
Por Christian Barbosa*  |  Administradores.com.br
 
Ao escrever este artigo minha intenção é justamente colocar o tema na pauta de todo empreendedor, diretor e CEO. Um dos maiores problemas de produtividade que enfrento em consultoria para empresas de qualquer porte e estágio de desenvolvimento é a falta clara de estratégias de priorização. Em geral tudo é para ontem e prioritário. As empresas estão sofrendo do "mal da prioridade", sem essa clareza, muito se trabalha, muito estresse é gerado e no final pouca execução e resultado acontece de verdade.
 
Imagine a seguinte situação corriqueira: um membro da sua equipe está trabalhando quando surge uma demanda urgente para ser atendida. Dois clientes com urgências pedem uma solução ao mesmo tempo (entenda cliente como interno ou externo). O primeiro cliente é tranquilo, calmo e expressa sua urgência de forma mais educada. Já o segundo cliente é extremamente mal humorado, indelicado, grosso e fica gritando.
 
Qual dos clientes você acha que seu colaborador vai atender primeiro? O calmo ou o nervosinho? Se ele estiver em uma empresa sem estratégias de priorização, com certeza o cliente nervosinho será priorizado. Isso é porque as pessoas dentro de empresas sem prioridade, acabam por definir a ordem de execução através da gritaria e não de prioridades.
 
É papel do líder ajudar o time a definir o que deve ser feito primeiro e o que deve ser feito depois. Sem essa definição, tudo é priorizado de forma empírica, por gritaria ou de forma errada. E pode ter a certeza, de que a culpa não é do time.
 
Existem dois níveis de prioridades que precisam ser definidas: as corporativas e as departamentais. Há algum tempo extingui as prioridades de unidades de negócios, por não se tornarem práticas no dia a dia. As prioridades corporativas têm ligação direta com a estratégia, missão, visão e decisões do board para o período em exercício. Prioridades corporativas devem ser específicas, ter uma ordem de importância, e não devem ultrapassar três ou quatro prioridades.
 
As prioridades departamentais têm obviamente ligação com as prioridades corporativas, mas tem ligação com o dia a dia do departamento, de uma forma bem prática e objetiva.
 
A partir do momento em que as prioridades estiverem definidas é preciso comunicá-las da forma adequada. Todos na empresa precisam saber exatamente o que deve ser feito quando duas coisas urgentes exigirem atenção imediata. Não pela gritaria, coleguismo, nível hierárquico de quem está pedindo, mas de acordo com o que é mais importante para a empresa, que ajuda os objetivos a serem alcançados e coloca o time focado no senso de importância e não nas urgências.
 
Um cliente nosso da área de IT definiu suas prioridades corporativas e departamentais. A escala de prioridades foi customizada no sistema de CRM, que facilita a visualização da prioridade de atendimento através de um score. Nenhum cliente fica sem atendimento, mas eles são priorizados de acordo com o que é realmente foco da empresa.
 
Sem produtividade, nenhuma empresa consegue permanecer competitiva no mercado por muito tempo. Que tal começar com o assunto de prioridades? Pense nisso!
 
 
* Sobre o autor: Christian Barbosa é o maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade. É fundador da Triad Consulting, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Dá treinamento e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. É Facilitador do programa de empreendedores da Sebrae/ONU - Empretec e autor dos livros A Tríade do Tempo e Você, Dona do Seu Tempo, Estou em reunião e Mais tempo mais dinheiro. www.triadps.com e www.maistempo.com.br


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Vida social é fundamental para sucesso na carreira, dizem especialistas

Por Gladys Ferraz Magalhães  |  InfoMoney
 
SÃO PAULO - Para ter sucesso na carreira, não basta apenas ter as habilidades técnicas e comportamentais necessárias. Segundo especialistas ouvidos pelo portal InfoMoney, a vida social também pode ajudar a alcançar os objetivos profissionais.
 
De acordo com o especialista em gestão de equipes e pessoas do Ibmec/RJ, Janaina Ferreira, ter uma vida social ativa, praticando atividades de lazer ou mesmo hobbies, ajudar o ser humano a se equilibrar, o que, consequentemente manifesta-se positivamente na vida profissional.
 
"O equilíbrio potencializa os resultados", diz a especialista.
 
Aumento de produtividade
O diretor executivo da Bazz Estratégia e Operação de RH, Celso Bazzola, concorda e ressalta que manter atividades de lazer e hobbies no tempo fora da empresa aumenta a qualidade de vida, tendo como resultado uma maior produtividade no trabalho.
 
Contudo, lembra ele, é preciso ter bom senso e não exagerar, pois o excesso pode trazer efeitos contrários para a carreira.
 
No mais, Bazzola explica que cada atividade produz efeitos diferentes na vida profissional. Quem pratica esportes coletivos, por exemplo, acaba melhorando a capacidade de trabalhar em grupo. Já aquele que se dedica às artes, com o tempo, pode se mostrar mais criativo e equilibrado.
 
Os esportes individuais, por sua vez, ajudam a aumentar a concentração, facilitando a manutenção do foco durante o trabalho.
 
De modo geral, avalia o diretor executivo da Bazz, a vida social é fundamental para o equilíbrio, que, por consequência, facilita a conquista dos objetivos profissionais.
 


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Onde está o seu coração?

Por Alessandra Assad*  |  Alessandraassad.com.br
 
Talvez o segredo para as mudanças com sucesso esteja na estabilidade. Estabilidade só acontece quando se mostra, se explica para as pessoas o porquê das mudanças. Quando elas se sentem envolvidas no senso de urgência das coisas. É preciso deixá-las se comprometerem, delegar tarefas, compartilhar decisões e analisar junto os resultados. E quem consegue isso nas corporações modernas?
 
Apenas os grandes líderes, sem sombra de dúvidas. Afinal, eu não decido para onde ir, mas decido como vou chegar lá e se eu quero chegar lá. E esta decisão vai depender muito mais do compartilhamento da visão, que tem de ser clara para todos da equipe. Afinal, não basta ter a visão da mudança. É preciso despertar esta visão nas pessoas e ainda mostrar para elas que onde quer que estejam, haverá claramente um rumo, uma luz no final do túnel e quais os impactos que estas mudanças gerarão positivamente em suas vidas, mesmo que isto aconteça a médio e longo prazos. É preciso inspirar a mudança... e isso só se consegue conhecendo profundamente as necessidades inspiradoras de cada indivíduo, um a um, e costurando-as de uma forma que consiga se alinhar para o bem comum.. e só quem ama o que faz consegue chegar neste nível. O amor fraterno é a única força capaz de gerar a verdadeira coesão entre as pessoas.
 
Este é o diferencial que vai gerar o compromisso. E é compromisso que vai determinar o tempo de vida útil de uma pessoa dentro de uma organização. Por sua vez, o tempo de vida útil de uma pessoa dentro de uma organização interfere diretamente no sucesso ou na ruptura de um processo de mudanças. A simplicidade na comunicação e assertividade no envolvimento são as peças-chave para o sucesso de qualquer mudança numa organização. Ações e palavras comunicam, mas são as atitudes que servem de exemplo e espelho para tirar as pessoas de suas zonas de conforto ou voltarem a acreditar em algo, aumentando sua auto-estima e querendo que dê certo realmente.
 
Sensibilidade e transparência - Para conquistar corações e mentes é preciso ter sensibilidade e transparência, que são o núcleo básico da creidibilidade. O colaborador precisa acreditar nisso e só o fará se o seu coração disser que sim. O compromisso com a transformação é o que gera a transmutação das pessoas e as mudanças nas corporações. É preciso entender a diferença entre o contagioso e o contagiante. E quem pode controlar todo este fluxo emocional é apenas um líder bem preparado auditivamente. É preciso aprender a ouvir os colaboradores e suas necessidades. Mas o primordial é aprender a ouvir a voz do coração de cada um deles e a ler o que diz o brilho de cada olhar.

Uma vez que as mudanças são contínuas e as pessoas apaixonadas pelo trabalho, o crescimento é nítido e notável da corporação e das pessoas. Num processo contínuo e no qual as pessoas são realmente envolvidas, os sucessores estão em treinamento constante e diário para não deixar a peteca cair. É preciso que este alinhamento estratégico esteja  muito claro entre os níveis de alta gerência e de suas equipes.

Alinhando as vozes dos corações das pessoas com os discursos sinceros dos líderes das corporações, dificilmente haverá ruído nas comunicações, dificilmente haverá falhas nos processos, dificilmente alguém morrerá de infarto antes da hora. Por um único motivo: o coração será capaz de falar aquilo que está sentindo.


* Sobre a autora: Alessandra Assad é diretora da AssimAssad Desenvolvimento Humano. Formada em Jornalismo, pós-graduada em Comunicação Audiovisual e MBA em Direção Estratégica, é professora no MBA de Gestão Comercial da Fundação Getúlio Vargas, Consultora Senior no Instituto MVC, palestrante e autora do livro "Atreva-se a Mudar! - Como praticar a melhor gestão de pessoas e processos".

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O que seus colaboradores esperam do trabalho que executam?

David Ulrich atribui ao líder seis habilidades para desenvolvimento de talentos. Confira!
 
 
"Quem tem responsabilidade primária pela prática de talentos na empresa?", perguntou David Ulrich na segunda parte de sua palestra no Fórum HSM Gestão & Liderança 2012. De acordo com o professor da University of Michigan, tal responsabilidade é do gerente de linha e não da área de Recursos Humanos.
 
Ulrich ressaltou: "Em RH, somos arquitetos, fazemos a planta, mas não somos os donos da casa, porque a construímos de acordo com suas necessidades". A tarefa do RH, portanto, é saber o que a empresa precisa e começar a tecer essa malha, para que os gerentes a completem.
 
Tendo observado que "talento" é um termo cuja definição costuma variar entre gestores, Ulrich propõe que se pense no conceito como função de três variáveis: competência, compromisso e contribuição. Elas devem estar bem equilibradas para todas as pessoas da organização, não importando seu nível hierárquico.
 
O dever do líder, no que tange o fator "competência", é certificar-se de que as pessoas certas estejam nos lugares certos na organização, na hora adequada e munida das habilidades necessárias.
 
As competências são classificadas em técnicas e sociais. E a organização deve ter bem claro o que faz bem nessas duas esferas para identificar que pontos precisará desenvolver para enfrentar os desafios futuros (o que inclui as expectativas dos clientes) e realizar a sua estratégia.
 
Assim se definem as novas competências, aquelas que deverão balisar a seleção de pessoas e a própria sucessão do novo CEO.
 
Desenvolvimento de talentos
 
Ulrich propõe que o desenvolvimento de talentos abranja seis atividades:
 
1 - A aquisição de novos talentos, aproveitando, preferencialmente as indicações dos melhores funcionários. "A maior fonte de trabalho futuro é o talento atual", observou o palestrante.
 
2 - A formação de talentos, desenvolvendo-os por meio de treinamento, educação, treinamento formal no cargo, rodízio de cargos, incumbências especiais e action learning.
 
3 - Promoção das pessoas certas pela organização e para cargos mais elevados.
 
4 - Formação de parcerias, de modo que se tenha acesso a talentos e conhecimento que estão fora da empresa (em consultorias, nos clientes e nos fornecedores, por exemplo).
 
5 - Dispensa de pessoas de desempenho baixo, para não desmotivar os bons funcionários. "O ideal é colocar o funcionário de menor desempenho na empresa concorrente", brincou o palestrante.
 
6 - Retenção de funcionários com alto potencial de crescimento, por meio da conversa, do envolvimento do estabelecimento de conexões.
 
Compromisso e contribuição
 
O fator "compromisso" convida à definição de uma proposição de valor para os funcionários, em função do valor que ele gera para a empresa e do que ele recebe em troca.
 
"Se um funcionário gera muito e recebe pouco, vai deixar a empresa. Então, você deve se sentar com seus colaboradores e perguntar a eles o que querem do trabalho. Com base em quanto ele cria de valor, a empresa pode dar o que ele pede", esclareceu Ulrich.
 
Já para atuar na esfera "contribuição", que conclui a definição de talento, o líder deve se certificar de que as pessoas encontrem significado no trabalho, uma sensação de que estão contribuindo para uma causa maior, o que leva ao fortalecimento do próprio talento e ao aumento da produtividade.
 
Quando líderes facilitam a busca por significado, ajudam a criar organizações abundantes, que são aquelas em que "os indivíduos coordenam suas aspirações e ações para criar significado para si, valor para o acionista e esperança para a humanidade como um todo", conclui Ulrich.
 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Escolha futura, decisão hoje

Por Clovis Renato Durans*  |  Consultores.com.br

Caminhos!!! Sim, existem muitos, uma infinidade de direções a serem seguidas, algumas tão óbvias que se sabe claramente qual o ponto de chegada, o que lá será encontrado, tanto coisas boas quanto coisas não tão boas. Caminhos obscuros, nos quais somente seguindo por eles pode-se saber como é seu percurso e o que está reservado em seu posto final.

Qual o momento de seguir nosso próprio caminho? O que tem maior relevância em nossas escolhas? O que realmente buscamos ao final de uma jornada? Vale a pena correr riscos ou melhor chegar a um ponto já sabido sem desgaste e correr riscos desconhecidos? Quem decide o amanhã somos nós, e isso acontece hoje.

Ainda na infância é chegado certo momento em que começamos a guardar em nosso subconsciente todas as informações que estão dispostas ao nosso redor, vemos e sentimos tudo, mesmo sem compreender e assimilar por completo todas essas informações, nosso banco de dados começa a ser formado. Começamos instintivamente a observar tudo que as pessoas fazem, como se vestem, o que gostam, o que falam, como falam, e todo o comportamento humano em seu cotidiano. Nessa fase nosso comportamento se espelha ao comportamento no qual estamos diretamente expostos, sendo esses bons ou não tão bons, pois não temos ainda em nós formado os primeiros fragmentos de nossa personalidade.

Mas é chegada dada hora em que esse efeito espelho começa a desaparecer, começamos a ser capazes de julgar o que realmente gostamos, o que mais nos agrada, o que nos chama a atenção, e é nesse momento que nossa personalidade começa a ser lapidada, nos levando a realidade de que todo ser humano é único e possui individualidades. A partir desse momento até o fim de nossas vidas a capacidade de escolha está em nossas mãos, é o momento em que escolheremos qual o caminho a ser seguido, qual a direção que norteará nossa vida futura em todos os âmbitos, sejam eles, pessoais, profissionais, religiosos, sexuais entre outros.

O momento de decisão é crucial na formação das pessoas como indivíduos dentro de uma sociedade, pois o caminho que escolhermos nos levará a sermos pessoas de bem ou não, porém em nosso percurso de vida existem muitas possibilidades e oportunidades de revermos o caminho no qual estamos direcionando nossa vida, podemos mudar de opinião, deslumbrar um novo objetivo, uma nova filosofia de vida e nada impede que possamos por vontade própria desviar nossa rota a um novo horizonte.

Cada pessoa possui em sua personalidade uma característica única na tomada de decisão, existem inúmeros fatores e condições que nos levam a certo momento a decidir nosso destino, pois nada, ou ninguém deveria decidir por nós nosso destino, sendo que este último subtrairia dos indivíduos sua liberdade de escolha, de expressão e sua própria individualidade.

Dentre os muitos perfis de escolha, podemos citar algumas como as que  estão mais presentes ao nosso redor, são eles:

Escolha racional: onde antes de decidir algo o indivíduo pondera todos os prós e contras dessa decisão, leva em conta todos os fatores e tenta minimizar ao máximo a margem de se tomar uma decisão errônea.

Escolha emocional: é a situação quem muitas vezes se deixa levar pelo momento, pessoas com sensibilidade aflorada tendem a tomar esse tipo de decisão, onde tem em vista sanar uma necessidade momentânea, onde muitas vezes pouco ou muito tempo depois é necessário rever essa decisão pois tende a se desenrolar não como o imaginado.

Escolha sem escolha: infelizmente certas situações levam as pessoas a fazerem escolhas nas quais não desejariam ter de fazê-las, forças maiores as fazem fazer tais escolhas, tendo assim mesmo que sem vontade própria arcar com as consequências dessa decisão.

Escolha por abdicação: onde o indivíduo abre mão de benefícios próprios para realizar o bem ao próximo, esta cada vez mais rara entre a sociedade dita moderna.

Existem muitas outras vertentes nas quais se possam alocar um ambiente de escolha, porém o mais importante é a razão de se tomar decisões corretas, onde as pessoas possam ser induzidas ao caminho do bem, a harmonia, da felicidade e que levem todos a formação de um mundo melhor, uma socieade mais justa, onde todos busquem um horizonte em comum.


*Sobre o autor: Clovis Renato Durans é graduado em Administração com ênfase em finanças e controladoria, MBA - Gestão de Projetos Inovadores Fundace/USP, estudos avançados em Gerenciamento de projetos com elegibilidade e certificação CAPM - PMI, estudos em Balance Scorecard.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Como deixar seus clientes nas nuvens

Os clientes já não escolhem mais apenas pela qualidade ou pelo preço, o diferencial agora é o relacionamento.

Por Daniel Huallem*  |  www.administradores.com.br

Muitos ainda repetem a máxima "a propaganda é a alma do negócio". Mas, será que nos dias de hoje, isso ainda é verdade? Afinal, o cliente não é mais aquela pessoa passiva, que recebe a comunicação das empresas, sem questionamentos e base de comparação. Hoje, o consumidor - categoria na qual eu também me incluo - está presente nas mídias sociais e dialoga com as marcas, busca a interação e usa esse retorno como um termômetro para fazer suas escolhas. E mais: o cliente de hoje escolhe e alardeia as suas preferências e frustrações para quem quiser ouvir, criando uma massa crítica que está muito além do poder de manipulação das empresas.

Produto é commodity e todo mundo sabe, já que o consumidor tem sempre muitas outras opções. Os clientes já não escolhem mais apenas pela qualidade ou pelo preço, o diferencial agora é o relacionamento. Além dos tão conhecidos "mandamentos do bom atendimento" - só prometa o que puder cumprir e cumpra o que prometer, respeite prazos, retorne as solicitações - entre tantos outros, o cliente quer, e precisa, ser surpreendido. Um bom relacionamento é o verdadeiro valor agregado que uma empresa, no mundo atual, pode oferecer. O profundo conhecimento do cliente e a capacidade de antecipar suas necessidades fazem a diferença na conquista e na fidelização do cliente.

As empresas precisam ter em mente que é o consumidor quem define quanto valem suas ofertas, avaliando a qualidade a partir do seu ponto de vista. Mas, como fazer para conquistar um cliente definitivamente? Descomoditizar o que é vendido e entregar além do esperado? Essa é uma busca diária, mas que tem que começar com uma base de dados completa e inteligente, capaz de transformar as informações em conhecimento. Capaz de - quase - adivinhar desejos. O bombardeio de informações - e a facilidade com que elas se dissipam - e o maior nível de exigência dos consumidores, exige das empresas uma análise mais profunda, que chega ao "comportamento de consumo". A tendência do chamado "customer experience" é o que tem ditado a regra do mercado recentemente: seduzir o cliente e permitir que ele experimente, teste e curta o momento é o que diferencia uma empresa das demais. E a tecnologia é uma das ferramentas indicadas para essa tarefa.

São as soluções de CRM (Customer Relationship Management) que oferecem as informações que as companhias precisam para criar essa atmosfera para seus clientes. O CRM coloca nas mãos dos gestores tudo o que eles precisam saber sobre o público com o qual dialoga. O cliente busca exclusividade, quer ser "lembrado". Portanto, o que quero dizer é que não podemos mais aceitar que, na décima vez em que fizermos contato com um call center, por exemplo, todas as informações pessoais precisem ser repetidas. Ou que, ainda, sejamos tratados como um "novo cliente" a cada compra que efetuamos na agência de viagens que frequentamos há anos. É obrigação da empresa conhecer o seu cliente, assim como ter todo o histórico operacional em mãos para melhor atendê-lo. Esse é o mínimo de cuidado que precisam oferecer.

Assim, uma base completa e unificada, compartilhada entre todos os departamentos, é fundamental, pois o conhecimento precisa ser registrado e transmitido, para que todas as áreas trabalhem em prol de um único interesse - o cliente. A geração Y está aí, dentro das empresas, assumindo cargos de gerência e diretoria, logo a contenção de informações não poderá mais ser justificada. Para eles, a palavra de ordem é compartilhamento, cresceram acostumados com essa troca e isso não será modificado no ambiente de trabalho. Habituados como estão com o mundo web, nada mais natural que as informações que fazem parte do seu dia a dia também migrem para a nuvem.

Para acompanhar essa tendência, o CRM também mudou de endereço e aderiu ao cloud computing. Agora, toda a base de dados de uma companhia pode ser colocada na web, por meio de soluções especializadas, que garantem praticidade e segurança, permitindo o acesso por qualquer pessoa habilitada, de qualquer lugar e dispositivo, sempre que necessário. Afinal, se a premissa de um bom relacionamento é a troca interna de informações, é salutar que esses dados estejam concentrados ao alcance de todos - não importa onde, não importa quando. Seu cliente também é móvel e ele quer ser reconhecido na concessionária de carros da marca X em São Paulo ou na Bahia.

E não espere começar a perder clientes para buscar a melhor solução. O consumidor quer que sua empresa se antecipe, você se lembra? Assim, não transfira a ele a responsabilidade de ser fiel ou não à sua empresa. Seja proativo e mostre que é seu interesse que ele fique e que, sempre - mas sempre mesmo - é uma grande satisfação atendê-lo.


*Sobre o autor: Daniel Huallem é CEO da BExpert.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sérgio, o carneiro, e sua lã

Por Kelly Cavalcanti Gallinari  |  Ecoach

"Chegou o verão e Sérgio já demonstrava sinais de irritação. É nesta época que os criadores tiram a lã das ovelhas e Sérgio, o carneiro, um dos bichos mais velhos da fazenda, já não aguentava mais passar por isso. Anos após anos, Sérgio ficava peladão sem entender o motivo. Apesar da lã nascer novamente no decorrer do próximo ano, Sérgio achava tudo aquilo uma sacanagem das grandes, já que imaginava que seu dono fazia aquilo por diversão.

Sérgio, nu, não tinha condições emocionais de reivindicar nada.

Mas naquele verão, Sérgio decidiu mudar sua vida. Não queria mais passar por tudo aquilo. Daria algum jeito para não tirarem suas vestes. E assim, ele fez.

No dia do corte da lã, Sérgio de um jeito de sair da fila e se misturar aos bolos de lã que já haviam sido cortadas das ovelhas. Ali ficou, escondidinho até o anoitecer. Se saisse dali, os criadores viriam que ele era o único com lã e, na certa, fariam ele passar pelo corte. Assim sendo, Sérgio preferiu dormir ali mesmo até que pensasse em como fugir da fazenda.

O que não esperava é que o dono da fazenda levaria as lãs para serem vendidas ainda naquela noite e, juntos com as lãs cortadas, Sérgio foi para o caminhão que seguiria para a cidade.

Ao chegar na confecção que compraria as lãs, o caminhão passou por uma vitrine com roupas e acessórios lindíssimos. Na loja, tinha gente muito elegante vestindo roupas lindíssimas. Sérgio ficou tão encantado com o que viu que esqueceu de se camuflar no meio das lás e logo foi descoberto pelo dono da fazenda.

Como o dono da fazenda já havia feito a venda das lãs, não fez o corte de Sérgio, que ficou belíssimo naquele momento. A lã era dele, só dele.

Os meses foram passando e a lã da galera foi crescendo. As lãs novas eram lindas, vistosas e sadias. Sérgio notou que sua lã estava velha, feia e fedida. Já era tanta lã, que era fácil encontrar resquício de fezes e bichinhos. No outro dia, Sérgio foi se coçar e saiu um "furão" correndo, que tinha feito moradia por ali.

Sérgio lamentou-se com sua amiga Catarina, que disse ter satisfação em saber que produzia lã para que muitas pessoas pudessem ficar ainda mais bonitas. Catarina tinha prazer em doar-se para fazer o outro melhor. Sérgio lembrou-se da vitrine da loja da confecção. Era tudo feito com a lã das ovelhas. A amiga de Sérgio disse, ainda, que o corte fazia com que sua lã crescesse ainda mais bonita no próximo ano.

No próximo verão, Sérgio, que tinha lã para abastecer uma confecção inteira, viu toda sua veste ir para o lixo. Acumulou tanto que estragou. Não se renovou.

A ovelha Catarina era ela, sua lã e a vitrine. Que orgulho desta ovelha.

E Sérgio? Era só Sérgio e sua lã. Nada mais. Que triste."

Já se depararam com líderes que não dividem seus conhecimentos, informações privilegiadas com medo de que seus liderados se destacassem mais do que eles? Na maioria das vezes, acabam sozinhos. E pais ausentes, que minimizam seu dever de repassar e assegurar boas condutas com o objetivos de formar bons cidadãos? Não são bons pais e formam filhos despreparados para a vida.

Meu povo, doar o que há melhor em você é o mesmo que abrir espaço para a própria renovação. Acumular lã velha faz criar bicho, faz apodrecer. Ao passo que compartilhar te faz renovar. Quando você repassa um conhecimento, um alimento, uma blusa, o que for, você fica sem. Fica pelado. E te cria a necessidade de repor. E esta reposição é a chave da renovação, do seu crescimento. E o ciclo está criado: neste ponto, você está pronto para a próxima doação.

É gostoso acompanhar o crescimento, a maturação de alguém e perceber que ele veste sua lã, ver que você contribui. É bom ver sua lã na vitrine.

E não confundam: não é você na vitrine, é a sua lã.

Abraços e até mais.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Plano de carreira: como encarar o fato de não ter atingido um objetivo?

Por Viviam Klanfer Nunes  |  InfoMoney

SÃO PAULO - Para os profissionais que não elaboraram um plano de carreira, não faz muito sentido analisar se os objetivos e as metas foram alcançados. Mas, para aqueles que fizeram, como encarar o fato de um objetivo não ter sido atingido?

Embora o plano de carreira seja essencial para uma trajetória de sucesso, há diversos imprevistos no meio do caminho que podem desviar seu percurso. Esses imprevistos, que podem ser de diversas naturezas, como o  atrito com o chefe ou uma crise econômica nacional, podem mesmo fazer com que as metas estabelecidas não sejam atingidas. E é justamente por isso que eles devem ser considerados no plano de carreira.

Ao considerar os imprevistos, o profissional tem melhores condições de lidar com o fato de não ter conquistado sua meta. De acordo com a diretora da divisão Outplacement & Career Planning da Career Center, Claudia Monari, quando o profissional não consegue atingir uma meta, por conta de alguma inteferência externa, a dica é reajustar o plano e voltar rapidamente  a sua rota.

Na prática, se o profissional tinha estabelecido que em dois anos seria gerente, mas no meio do caminho, por conta de corte nos custos, a empresa desliga esse profissional, ele deve reajustar seu plano, aumentando o prazo para atingir tal meta, por exemplo. "O principal erro é engessar o plano de carreira", diz a consultora em Transição de Carreira, da De Bernt Entschev Human Capital, Leandra Cortelleti.

Flexibilidade
Como é muito provável que ao longo de uma carreira aconteçam imprevistos, o profissional não deve pensar em seguir a risca o plano de carreira que elaborou. Ele deve estar sempre analisando a dinâmica do mercado, observando as oportunidades e ir ajustando seu plano de carreira à medida que novos elementos forem conhecidos.

O plano de carreira é útil para dar uma visão estratégica da carreira, definindo metas e objetivos que se deseja atingir, porém, o "como" chegar até lá pode mudar muito. Por exemplo, você quer ser gerente, e insiste que essa posição seja atingida na empresa que trabalha atualmente. Caso a empresa não tenha muitas oportunidades, será pouco provável que você alcance a meta.

Isso quer dizer que, ao analisar a situação atual e ao observar que a empresa não te dará essa posição, pense no objetivo maior que é ser gerente e reajuste seu plano considerando outras empresas.

O plano deve ser revisto de tempos em tempo, principalmente, quando algum evento externo acontece. Mas se mesmo com tais revisões o profissional chegar no prazo estabelecido sem ter atingido determinado objetivo, é o momento de analisar o que deu errado e tomar algumas decisões.

Decidir, por exemplo, se quer ficar na empresa ou procurar outra oportunidade. Essa mudança implica em assumir riscos, pois nada garante que na outra empresa será diferente, mas faz mais sentido do que se acomodar em um lugar que não oferece perspectivas e não te ajudará a conquistar suas metas.

Os planos de carreiras são muito úteis na trajetória profissional, porém, é preciso considerar que ele deve ser flexível e que a carreira do profissional está nas mãos dele e não da empresa. Se seu trabalho atual não oferece o que você procura, a postura correta é buscar um lugar que ofereça e não culpar a empresa. "As pessoas devem ser mais responsáveis por suas carreiras", finaliza Leandra.
 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Clima organizacional: responsabilidade do líder

Geralmente as equipes se isolam e dão valor somente ao seu trabalho. É necessário mostrar a importância de cada área da empresa.

Por Bernt Entschev*  |  Blog Vida Executiva  |  Portal Amanhã

Em todas as empresas, das pequenas às multinacionais, o clima organizacional é um dos fatores mais importantes para o bom desempenho e produtividade da equipe. E é justamente esse fator um dos maiores problemas que líderes de diversas empresas e segmentos precisam resolver diariamente.

Por mais que seja um assunto muito debatido no meio corporativo, ainda há muitos gestores e colaboradores que não entendem a importância de um bom relacionamento interpessoal e espírito de equipe que deveria permear as relações profissionais. Feliz ou infelizmente, a responsabilidade de criar um ambiente agradável de trabalho é da empresa e de quem está no comando dela. Os presidentes, diretores e coordenadores devem direcionar seus colaboradores quanto ao comportamento, valores e crenças da empresa para que todos estejam agindo e trabalhando de acordo com a cultura organizacional.

É claro que uma só pessoa não consegue realizar esse trabalho. Entretanto, existem algumas estratégias que ajudam a tornar o ambiente de trabalho mais harmonioso e colaborativo. Uma delas é o uso eficaz da comunicação interna. Comunicação fluida inter e intrassetores, ou seja, todas as áreas da empresa trabalhando juntas por um mesmo objetivo. Quando isso acontece, naturalmente diminuem as chances de problemas ocorrerem  e os resultados aumentam. Esse sentimento de equipe é cada vez mais importante uma vez que a competitividade do mercado de trabalhao forma pessoas individualistas que encaram o colego de trabalho como concorrência.

Além da comunicação, outro fator responsável dentro de uma empresa é a cooperação. O que geralmente acontece é cada equipe se isolar e dar valor somente ao seu trabalho. É necessário que o líder mostre a importância de cada área da empresa e como cada uma contribui com a outra. Quando isso fica claro para os colaboradores, o coleguismo e suporte aumentam, criando mais oportunidades para chegar a soluções eficazes.

Por fim, para alcançar esses resultados, o gestor precisa saber lidar com cada funcionário, respeitando as diferenças individuais, mas tratando todos com a mesma importância. Mais que isso, além de saber liderar, deve saber ser liderado, afinal, todos nós, em algum momento, exercemos os dois papéis. Isso envolve saber dar e receber feedbacks, já que isso é parte fundamental das relações profissionais.

É muito importante que os líderes tenham consciência da importância do trabalho em equipe e da cultura organizacional e não deixem o relacionamento entre a equipe em segundo plano, pois isso afeta diretamente os resultados da empresa. Trabalhar em equipe não deveria ser um problema, mas sim uma solução.


Sobre o autor:  Bernt Entschev é presidente da De Bernt Entshchev Human Capital. Headhunter, trabalha na área de Executive Search há mais de 20 anos. Autor do livro "Executivos, Alfaces & Morangos", Bernt também atua como conselheiro de diversas instituições.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Profissional de Marketing Digital deve ser também um bom matemático

Por Gabriel Kenski*  |  INCorporativa

Pergunte aos seus amigos graduados na área de Comunicação Social: quais eram as suas matérias preferidas nos tempos de escola? Provavelmente a maioria responderá que era história, português, redação ou até mesmo geografia. Dificilmente você ouvirá respostas como matemática ou física. Isso é fato. Um dos motivos que levam os jovens a optar por uma carreira na área de comunicação é a "fuga" dos números.

Porém, vale lembrar que a facilidade com matemática é uma habilidade essencial para o bom profissional de marketing. Fazem parte da rotina dessas pessoas entender e interpretar os números do mercado, realizar relatórios de venda e retorno sobre o investimento, plano de mídia, gerenciar as ações realizadas e entender se o trabalho feito tem qualidade ou não.

Nesses 15 anos de trabalho, já vivenciei várias situações em que profissionais de marketing mostram uma imensa dificuldade com números, especialmente aqueles com formação na área de comunicação. Muitos não sabem ao menos fazer operações simples, como regra de três, proporção e porcentagens.

Não é a toa que, nos processos seletivos da Media Factory, os candidatos passam por provas de matemática. Essa foi uma forma que encontramos para evitar futuras "gafes" no momento de calcular e apresentar números.

Na área de marketing digital a familiaridade com números se torna ainda mais importante, uma vez que a partir do momento em que a campanha vai pro ar, o trabalho de mensuração de resultados começa imediatamente. Esse é inclusive o diferencial das agências de marketing online: elas trabalham no sistema real time.

Às vezes uma campanha online gera um tráfego intenso de acessos, porém, quando você compara com o número efetivo de vendas do produto, você descobre que essa audiência não está sendo qualitativa, ou seja, não está gerando resultado. Parte do trabalho do profissional de marketing online é saber tomar uma decisão levando em consideração os números de uma campanha.

Ao apresentar ao cliente os números de um job que você considera bem sucedido, tudo se torna mais claro. A matemática é uma ciência exata, os números não mentem.

Acredito que as universidades de marketing e publicidade deveriam se modernizar nesse sentido e oferecer aos alunos mais matérias que abordem situações envolvendo números que são vividos no dia a dia. Digo isso, pois no quesito matemática, muitos recém formados, e até os mais experientes, estão despreparados. Se a pessoa tem pelo menos um conceito básico em relação aos números, se adequa tranquilamente ao que o mercado exige, mas se tem base ruim em matemática, poderá se complicar.

Vem-me à cabeça o exemplo de Martha Gabriel, conhecida profissional de marketing online. Ela é formada em Engenharia Civil e isso certamente ajudou em sua carreira na área de marketing.

Por isso, sempre cito isso em meus discursos: um profissional de marketing completo deve saber como "ler" os números.


*Sobre o autor: Gabriel Kenski é diretor de negócios da Media Factory, empresa de marketing digital e uma das pioneiras no conceito de marketing de performance.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O Jeitinho Brasileiro liderando o Futuro

O "jeitinho" brasileiro é uma virtude ou um defeito? Quais são as qualidades dos executivos brasileiros no exterior? Como os estrangeiros veem nossos executivos?

Por Júlio César Santos*  |  Comunidade Mais

Em inúmeras ocasiões o "jeitinho" brasileiro já foi cantado em verso e prosa e na maior parte das vezes nossa forma de ser, de conviver e de produzir está diretamente relacionada à imagem que fazem de nós no exterior. Mas, afinal de contas como é esse jeito peculiar? O que nos faz diferentes de nossos parceiros internacionais? Como os estrangeiros veem o "jeitinho" brasileiro de ser? O que é "jeitinho"?

Para alguns estudiosos do comportamento humano o jeitinho brasileiro é aquela imposição do conveniente sobre o certo. É a filosofia de que, se está dando certo, é porque isso é o certo a ser feito. Desde que dar certo signifique "resolver o meu problema", ainda que não definitivamente.

Mas, o que esse jeito de ser brasileiro provoca na carreira de um executivo no exterior? O perfil gerencial brasileiro não passa desapercebido nos EUA e na Europa seja pelo excesso de improviso, carisma ou simpatia os profissionais brasileiros têm chamado a atenção dos analistas em gestão. Pois, na verdade, existe outro lado desse "jeitinho" que são algumas qualidades muito apreciadas no exterior:

Solidariedade: somos reconhecidos no exterior pela nossa solidariedade e, o melhor exemplo disso, são as campanhas de doação de órgãos realizadas por executivos brasileiros que moram nos EUA, a fim de manter um banco de órgãos compatíveis para doação no Brasil.

Assertividade: é o comportamento que se caracteriza pela firmeza de opiniões de uma pessoa; ou seja, pelo seu posicionamento em relação a determinado assunto, com posições claras e argumentações consistentes. A assertividade é uma das principais competências gerenciais para o sucesso dos executivos brasileiros no exterior, pois ela é o comportamento de equilíbrio entre a passividade e a agressividade de uma comunicação. Dessa forma, observa-se que muitos executivos brasileiros que vivem no exterior são pessoas que não aceitam passivamente tudo aquilo que lhes são solicitados, assim como também não aceitam o ponto oposto. Muitos brasileiros que trabalham fora do país acabaram se tornando líderes por terem conseguido colocar suas idéias através de argumentações consistentes e, principalmente, por não terem tido medo de dizer "não".

Criatividade: a visão é de um engenheiro brasileiro especialista em análise de riscos de projetos que trabalha nos EUA para várias empresas multinacionais. Ricardo Vargas percebeu que levava algumas vantagens sobre seus concorrentes americanos. Primeiro que ele não se intimidava com platéias de outras nacionalidades em inglês fluente. Outra vantagem brasileira é a "paixão" demonstrada pelo trabalho a ser realizado, pois nós brasileiros estamos mais acostumados a lidar com crises do que eles. No final de 2008, muitos clientes de Ricardo estavam apavorados com a crise econômica que se apresentava. Essa capacidade brasileira de sobreviver, de "se virar" e de resolver o problema é muito bem vista pelos analistas estrangeiros. "Nós brasileiros estamos mais bem preparados para enfrentar as crises do que qualquer outro país americano ou europeu, uma vez que eles estão pouco acostumados a elas" - disse Ricardo Vargas.

Os estrangeiros são completamente encantados com o nosso improviso durante momentos de crise e, pensar no futuro, pode ser um excelente exercício que nos leve a acertar. O líder brasileiro do futuro acredita em si mesmo e tem um alto poder de concentração nas suas metas. Eles acreditam na sua intuição, nos seus sentimentos e na sua inspiração.

Seus "insights" (intuição) são úteis para criar novos produtos, serviços ou mercados. Seus sentimentos são importantes para envolver emocionalmente sua equipe e, sua inspiração, para realizar o sonho em um mundo real. Os líderes brasileiros do futuro apreciam a audácia, a paixão pelo desconhecido e adoram o "impossível". Para eles o ato de liderar é uma gratificação pelo próprio exercício da Liderança.

Eles amam tanto os resultados quanto os processos para alcançá-los e dedicam tanto tempo para o espiritual quanto o material. Os líderes brasileiros do futuro se orgulham de crescer profissionalmente, mas se orgulham ainda mais da sua equipe. Eles têm a cabeça nas nuvens - sonhando alto - e "os pés no chão", o que demonstra o equilíbrio emocional dos brasileiros que trabalham no exterior.


*Sobre o autor: Julio César Santos é professor, consultor e palestrante. Articulista do Jornal do Commercio (RJ) e co-autor do livro: "Trabalho e Vida Pessoal - 50 Contos Selecionados" (Ed. Qualytimark, Rio de Janeiro, 2001). Por mais de 20 anos treinou equipes de Atendentes, Supervisores e Gerentes de Vendas, Marketing e Administração em várias empresas multinacionais de bens de consumo e de serviços. Elaborou o curso de "Gestão Empresarial" e atualmente ministra palestras e treinamentos "in Company" nas áreas de Marketing, Administração, Técnicas de Atendimento ao Cliente, Secretariado e Recursos Humanos. Graduado em Administração de Empresas, especialista em Marketing e Gestão Empresarial, com MBA em Marketing no Mercado Globalizado e complementação pedagógica.