sexta-feira, 15 de junho de 2012

A influência do Estilo de Vida dos consumidores na Segmentação de Mercados

"O que é Estilo de Vida? Qual a sua Influência no Comportamento do Consumidor? Quais são os Estilos de Vida Conhecidos?"

Por Julio César Santos*  |  Comunidade Mais

Segmentar um mercado consiste em separar os consumidores potenciais em grupos, de forma que a necessidade a ser atendida tenha características semelhantes para as pessoas que pertencem ao mesmo grupo. O objetivo da segmentação de mercado é desenvolver um "Programa de Marketing" específico para cada tipo de cliente, atendendo assim às suas necessidades.

Para isso, é necessário obter através de pesquisas várias informações a respeito dos consumidores e entre elas estão a sua personalidade, seus hábitos de consumo, o nível de renda, de instrução, as mídias a que estão expostos, a sua percepção da empresa e dos concorrentes.

Pode-se dizer que todos esses padrões normalmente proporcionam uma forte base na determinação do público-alvo de um produto. Porém, esses padrões não são definitivos porque existe um fator desestabilizador, o qual se denomina "Estilo de Vida".

Estilo de Vida é o padrão expresso por uma pessoa em suas atividades, seus interesses e suas opiniões, envolvendo mais do que sua classe social ou sua personalidade. Na verdade, um Estilo de Vida define o padrão de ação e de interação da pessoa com a sociedade, identificando o que a pessoa pensa de si mesma, o que pretende ser e como pretende ser conhecida.

Um bom exemplo da influência do Estilo de Vida como "fator desestabilizador" numa pesquisa de comportamento do consumidor é o seguinte: Imagine duas famílias compostas de marido, mulher e dois filhos. Essas famílias têm mais ou menos a mesma faixa de idade, possuem o mesmo grau de instrução, têm a mesma situação sócio-econômica e moram no mesmo condomínio.

Porém, essas famílias possuem Estilos de Vida diferentes, pois na primeira o marido gosta de ler, de assistir atividades culturais e de viajar para lugares mais calmos. Além disso, ele gosta de usar roupas sóbrias e sua esposa é uma mulher conservadora que se dedica exclusivamente à família e ao bem estar do seu lar. Os filhos desse casal estudam em colégios conservadores, não praticam esportes e estudam instrumentos musicais.

Na segunda família observa-se que o marido gosta de lugares agitados, cinema e boate. Adora dançar e usar roupas esportivas. Sua esposa é empresária e vaidosa; ou seja, ela é uma mulher moderna que escolhe as refeições do lar conforme o valor protéico dos alimentos. Seus filhos estudam em colégios modernos e praticam esportes radicais.

Dessa forma, pode-se afirmar que os Estilos de Vida de ambas as famílias estudadas distorce bastante qualquer pesquisa de comportamento do consumidor e, diante disso, faz-se necessário introduzir novos métodos que consigam captar esse novo padrão de comportamento. Analisando mais profundamente o assunto Phillip Kotler (i) apresentou oito (8) Estilos de Vida:

1. Modernizadores: Possuem maior nível de renda e sua auto-imagem é de extrema importância para eles, não apenas como evidência de status, mas como expressão de sua independência, seu caráter e seus gostos. Esse tipo de consumidor tende a comprar rapidamente as melhores novidades da vida.

2. Satisfeitos: São profissionais maduros que possuem boa instrução e se concentram em família e lazer. São bem informados, abertos a novas idéias e consumidores práticos, apesar do seu razoável padrão financeiro.

3. Crédulos: Conservadores. Orientados por certos princípios. Previsíveis como consumidores e, embora possuam menor nível de renda, preferem os produtos nacionais e/ou marcas já consolidadas. Centram suas vidas na família, na igreja, na sua própria comunidade e no seu país.

4. Realizadores: São empreendedores bem sucedidos, voltados ao trabalho e à família. São - politicamente - um pouco liberais, mas só favorecem os produtos já conhecidos e os serviços que exibam seu próprio sucesso.

5. Batalhadores: Possuem valores similares aos dos "Realizadores", embora não sejam tão bem sucedidos quanto eles. Para eles, o estilo de vida é de extrema importância, pois procuram imitar os comportamentos dos grupos com maiores recursos.

6. Experimentadores: Formam o grupo jovem, o qual aprecia atividades sociais e esportivas. São ávidos consumidores de roupas, fast-food, música e outros produtos voltados para o público mais jovem. Também apreciam as novidades.

7. Criadores: Procuram afetar o ambiente de maneira mais prática, valorizando sua própria auto-suficiência. Se concentram no trabalho, na família e na recreação, consumindo produtos práticos e não se deixando impressionar pelas novidades.

8. Lutadores: Formam o grupo de menor renda e, por isso mesmo, não podem formar um padrão de consumo, embora sejam leais às marcas.

Como vimos, compreender bem o Estilo de Vida de uma pessoa é de extrema importância para o estudo do comportamento do público-alvo, pois ele é o conjunto de padrões de comportamento que define como as pessoas vivem, gastam seu tempo e seu próprio dinheiro.

(i) "Princípios de Marketing" - Rio de Janeiro, Prentice-Hall do Brasil, 1993, p.87. 

*Sobre o autor: Julio César Santos é professor, consultor e palestrante. Articulista do Jornal do Commercio (RJ) e co-autor do livro: "Trabalho e Vida Pessoal - 50 Contos Selecionados" (Ed. Qualytimark, Rio de Janeiro, 2001). Por mais de 20 anos treinou equipes de Atendentes, Supervisores e Gerentes de Vendas, Marketing e Administração em várias empresas multinacionais de bens de consumo e de serviços. Elaborou o curso de "Gestão Empresarial" e atualmente ministra palestras e treinamentos "in Company" nas áreas de Marketing, Administração, Técnicas de Atendimento ao Cliente, Secretariado e Recursos Humanos. Graduado em Administração de Empresas, especialista em Marketing e Gestão Empresarial, com MBA em Marketing no Mercado Globalizado e complementação pedagógica. Contatos: jcss_sc@click21.com.br - (21) 2233-1762 / (21) 9348-4170.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Carisma: veja como melhorar o seu no ambiente de trabalho

Por Gladys Ferraz Magalhães  |  InfoMoney

SÃO PAULO - Cada vez mais, o desempenho nas atividades do dia a dia na empresa e as habilidades técnicas de um profissional não são suficientes para garantir sucesso na carreira. Entram nesta conta também muitos fatores, como as habilidades comportamentais, sendo o carisma um dos atributos mais cobrados atualmente.

De acordo com o diretor de projetos da Bazz Estratégia e Operação de RH, Edvaldo Rodrigues, hoje, as organizações valorizam muito o carisma, visto que ele é um grande aliado na capacidade de um colaborador em influenciar a percepção dos outros membros da equipe.

"Normalmente, a pessoa carismática acaba desenvolvendo uma liderança, se tornando um líder natural. Esse tipo de situação chama a atenção da empresa e faz com que a pessoa alcance posições mais estratégicas na empresa", ressalta Rodrigues.

O professor de planejamento e gestor de carreiras da Veris Faculdades, Nelson Fender, concorda e diz que o carisma também é importante para que a pessoa construa contatos dentro da empresa. Aliás, completa, o networking, o número de convites para reuniões, almoços e projetos, são bons indicadores para que a pessoa perceba se ela sendo carismática ou não.

Além disso, lembra Rodrigues, observar a capacidade de inspirar os outros também ajuda nesta percepção.

O que fazer para melhorar?
De acordo com os especialistas, algumas atitudes ajudam quem quer melhorar o carisma no ambiente de trabalho, como ter respeito pelo próximo, saber se colocar no lugar do outro, ter disponibilidade para ouvir os outros, sabendo inclusive contribuir para o sucesso do outro.

A estes atributos, complementa Rodrigues, junta-se a boa comunicação, o que não significa ser falante, mas, sim, saber o que falar.

Outro ponto importante é o bom senso, o controle da agressividade e a humildade. Sobre este último Fender diz o seguinte: "a pessoa deve estar aberta para receber críticas, refletir e desenvolver-se. Deve colocar suas idéias de forma tranquila e sempre que possível".
 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Situações de crise: como lidar?

Por Bernt Entschev* - Blog Vida Executiva  |  Portal Amanhã

Em algum momento da sua carreira, você provavelmente passou ou passará por uma situação de crise. Uma discussão com o colega, o café derramado na sua calça social, um relatório importante atrasado ou até mesmo a falência da sua empresa. Em qualquer uma dessas situações, o importante é manter a cabeça fria e não deixar o lado emocional superar o racional.

Nesses casos, uma expressão muito falada, mas pouco usada, é a chave do problema: inteligência emocional. Essa habilidade é muito instintiva e inconsciente. Depende muito da história de vida de cada pessoa e da maneira com a qual ela lidou com os problemas ao longo do tempo.

Isso significa que, desde a infância, as pessoas são testadas e cada uma reage de um jeito, construindo sua personalidade, suas habilidades, pontos fortes e fracos. Ou seja, há pessoas que desde a infância sabem manter a cabeça fria mesmo nos momentos mais difíceis e desafiadores. Porém, mesmo quem é mais emocional e menos racional pode desenvolver essa habilidade e aprender a lidar com as situações inesperadas de forma mais inteligente.

Quando somos jovens e ainda inexperientes no mercado de trabalho, é normal que erros sejam cometidos. Mas, ao longo da carreira, o profissional acumula experiências e aprende a lidar, de maneira muito mais madura e inteligente, com as eventualidades inoportunas.

Cabe ressaltar aqui as velhas dicas do autoconhecimento e da autocrítica. Se conhecer e reconhecer suas limitações ajudará, e muito, a planejar o desenvolvimento individual. Se você tem dificuldade em se autoavaliar, peça a opinião do seu chefe, colega ou mesmo subordinado. A partir de uma análise externa, você pode verificar se superestimou alguns pontos ou não deu importância a outros.

No mercado de trabalho, de nada adianta dominar todas as técnicas e ser bem informado se, na hora "H", você perde a cabeça e complica ainda mais a situação. Ser profissional é parar, refletir e decidir somente após avaliar todos os aspectos que envolvem o problema. É basear-se em fatos e raciocínios lógicos e não na emoção do momento. É saber se relacionar e aprender a lidar com cada pessoa. Difícil? Com certeza. A mente humana é complexa e, por mais que tentemos nos controlar para sermos o mais racionais possível, às vezes o coração "fala mais alto". O importante é não perder esse controle. É tentar, por mais que existam falhas, pensar antes de agir e vigiar-se para tomar decisões lógicas e racionais quando o assunto é trabalho.

*Sobre o autor: Bernt Entschev é presidente da De Bernt Entschev Human Capital. Headhunter, trabalha na área de Executive Search há mais de 20 anos. Autor do livro "Executivos, Alfaces & Morangos", Bernt também atua como conselheiro de diversas instituições.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Como melhorar sua empatia...

Por Prof. Menegatti  |  Consultores.com.br

Muito se diz da importância da empatia nos relacionamentos, nos processos produtivos e nas vendas, mas pouco se fala em como conseguir manter esse nível de empatia, por isso aqui vão algumas dicas:

Viajar
Visitar outros países pode ter um efeito imediato sobre sua empatia e sua compreensão dos outros. Quando você sai de casa, passa a ficar exposto a uma série de novas visões, novos cheiros, sabores, pontos de vista, hábitos e costumes.

Aprender com os fracassos
Pesquisas recentes nas carreiras de pessoas com desempenho extraordinário, revelaram a importância do fracasso como agente motivador. Fracasso não é uma pessoa, mas um momento na vida da pessoa. Um bom exemplo foi o acontecido com Abraham Lincoln, um dos maiores presidentes dos Estados Unidos, que sofreu mais fracassos do que a maioria das pessoas poderia tolerar, inclusive mortes na família e muitas derrotas nas eleições, mas assim mesmo foi vencedor.

Não julgar
Estereotipar é outro julgamento que fazemos com frequência pelo cargo, raça, sexo ou talvez por algum outro fator. Por exemplo: um estudo recente mostrou que os pacientes cardíacos afro-americanos são mal diagnosticados em comparação com os brancos. O mesmo vale para mulheres. Pesquisas mostram que suas queixas ou descrições de sintomas, comparados com a dos homens, tem menor probabilidade de serem levadas a sério por médicos do sexo masculino.

   

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Mente humana precisa ser reeducada para o sucesso

Por Vanessa Rtizel*  |  INCorporativa

A mente humana está o tempo todo procurando formas de economizar e uma das principais maneiras é transformar a rotina em hábito. Os hábitos permitem que a mente opere de forma automática, num modo menos acelerado, e que exige menos energia. Por conta disso, as pessoas costumam agir sempre da mesma maneira e erroneamente, esperam soluções diferentes.

Para ensinar a selecionar os hábitos ruins dos bons, a especialista em potencial humano, Vanessa Rtizel, pesquisadora e terapeuta há mais de 10 anos, explica que para resolver algum tipo de problema o primeiro passo é diagnosticar como funciona a mente humana, aprender onde estão os hábitos ruins e só depois, mudá-los.

Lidar com as emoções é bem mais simples do que se imagina, tudo que o ser humano sente são reações da interação com a realidade e uma programação universal da mente humana. "Quando um hábito está em ação, a mente pára de participar de decisões e fica no modo automático. Este hábito vai permanecer a menos que seja adotada uma nova rotina que com o tempo se transformará em um novo hábito". - resume a especialista.

Todos os hábitos possuem estruturas que são divididas em três elementos: Estímulo, rotina e recompensa. A principal regra é manter o estímulo e a recompensa, alterando apenas a rotina. Para isso, Vanessa ensina como identificar estrutura de qualquer hábito, através de quatro passos:

- Identificar a rotina: aquele comportamento que a pessoa deseja modificar;
- Descobrir a recompensa: aquilo que fez a pessoa adotar determinada rotina;
- Determinar o estímulo: através de um questionário adotado por psicólogos para lidar com testemunhas de crimes e análises funcionais é possível conhecer o gatilho que desencadeia o hábito;
- Aplicar um plano para modificar o hábito.

Exemplo: Uma pessoa que tem o hábito de viver a vida do seu parceiro e esquecer-se de si mesma.

- Estímulo: estado emocional de carência.
- Rotina: Fazer tudo o que o parceiro deseja.
- Recompensa: Se sentir segura e amada.

Como mudar esse hábito? Mantendo o estímulo e a recompensa. Ou seja, toda vez que a pessoa se sentir carente ela deve adotar uma nova rotina que a deixe segura e amada, como sair com os amigos, família, dedicar um tempo para investir em si mesma, etc. Com o tempo toda vez que ela se sentir carente e passar a praticar as novas rotinas, este hábito de viver a vida do parceiro será alterado e o novo hábito será programado na mente.

Através deste método, Vanessa Rtizel consegue entender as emoções predominantes e apontar quais são os hábitos negativos e os positivos, auxiliando que as pessoas conquistem uma nova maneira de interagir com o mundo. "Todas as pessoas bem sucedidas possuem hábitos similares, isso é comprovado por inúmeras pesquisas e tenho certeza que chegou à hora de ajudar as pessoas a se tornarem melhores em todos os aspectos da vida: sentimental, profissional e financeiro" - garante Vanessa Rtizel.

A especialista conclui que ao analisar uma série de equações das emoções é possível entender como surge cada emoção e os pontos chaves que precisam ser trabalhados, bem como os hábitos que devem ser eliminados ou reforçados.

*Sobre a autora: Vanessa Rtizel - Especialista em potencial humano, pesquisadora e terapeuta há mais de 10 anos, Vanessa Rtizel é também modelo internacional há mais de 16 anos, o que contribuiu para conhecer e estudar diferentes culturas, já que morou em diversos países como Argentina, Chile, Londres, México e Peru. Vanessa ainda é reikiana nível II e uma empresária de sucesso no ramo da beleza e estética.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Profissões ligadas à saúde, qualidade de vida e negócios devem crescer no Brasil

Por Eliane Quinalia  |  InfoMoney

SÃO PAULO - Baseada em uma recente previsão do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, que informou as dez profissões que devem ter demanda significativa até 2020, a Caliper Estratégias Humanas resolveu divulgar suas projeções para o Brasil.

De acordo com a consultoria, assim como nos Estados Unidos, as profissões ligadas à saúde, à qualidade de vida e aos negócios deverão ser as mais promissoras nos próximos oito anos no Brasil, por conta do momento econômico próspero e do aumento da qualidade de vida da população.

"O fato da população estar envelhecendo eleva a importância de profissionais ligados às áreas de saúde e de qualidade de vida", explica a consultora de desenvolvimento organizacional da Caliper Brasil, Lilian Mary Gonçalves.

Para ela, o Brasil ainda terá um impulso extra com a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, já que tais eventos deverão favorecer determinadas carreiras, mais especificamente as de organizador de eventos, intérprete e tradutor.

Entretenimento em alta
Outras profissões que deverão estar em alta nos próximos anos serão as relacionadas ao entretenimento. Ao menos é isso o que aponta a consultora.

"O envelhecimento da população e a aposentadoria de boa parte dela farão com que muitas pessoas tenham mais tempo livre para se divertir. Além disso, a Copa e a Olimpíada darão a oportunidade da profissionalização do turismo no país, o que também movimentará o mercado do entretenimento", pontua.

Bom atendimento
Em ascensão também estarão as áreas que exigem dos profissionais certa habilidade no atendimento e na resolução de problemas. Para quem não sabe, a competência de atendimento costuma se manifestar principalmente em carreiras relacionadas à saúde e qualidade de vida, que requerem uma postura prestativa, relacionada a pessoas que se preocupam em ajudar e servir. 

Já o perfil de negócios é um tanto quanto diferente.

Segundo a especialista, nesta categoria, o profissional precisa ser mais analítico, devendo contextualizar as situações, ter uma visão sistêmica e ainda perceber o ambiente de forma estratégica.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Tempo pessoal, uma nova visão

Por Luiz A. Costacurta  |  Consultores.com.br

Como Executivos-Gerentes/Gerentes/Profissionais, nossa tendência é sempre nos preocuparmos com a administração do tempo em seu aspecto mais ligado ao trabalho, à vida funcional. Outro aspecto do problema é a utilização do tempo fora do local do trabalho, em casa; este aspecto é particularmente importante porque qualquer ganho de tempo é revertido em maior contato com as pessoas a quem mais amamos: a família, o lazer, etc.

O primeiro passo para análise do tempo pessoal é o conhecimento do que realmente fazemos fora do local de trabalho. Este registro idealmente deve ser feito durante uma semana ou, no mínimo, por um dia. Terminado o registro, teremos informações relativamente às atividades desenvolvidas e ao tempo gasto em cada uma delas.

De posse dessas informações, cabem algumas perguntas:

- "Como regra geral, a atividade em que gasto mais tempo é aquela mais importante?" (Importante aqui é sinônimo de resultados esperados da execução da atividade, consequências positivas etc.).

- "A atividade por mim considerada como mais importante é aquela que executo em primeiro lugar?" (Quanto mais deslocada para o fim do dia, menor será a probabilidade de que a atividade seja desenvolvida).

- "Sequência de atividades que eu desenvolvo é sempre da mais importante para a menos importante?" (Sempre sobrarão atividades ao fim do dia, coisas que não conseguimos fazer; é importante que o que sobrou seja sempre o menos importante).

Estras três perguntas podem nos levar a algumas descobertas interessantes, tais como:

- Assistir  televisão, ler jornais, toma uma parcela maior do meu tempo que o contato com meus filhos, a mulher que eu gosto, minha família etc.
- A primeira coisa que faço ao chegar em casa é abrir a correspondência, e não conversas com meus filhos, minha mulher etc.
- No fim do meu dia, o que normalmente "sobra", que eu não consigo executar, é aquilo que para mim é o mais importante.

Nossa tendência é de desenvolver atividades durante o tempo pessoal sem pensar em um critério de prioridades ligado a resultados/consequências, mas usando critérios tais como:

- Fazer primeiro aquilo que os outros querem que eu faça, sem considerar as minhas prioridades.
- Fazer primeiro a atividades mais curta (me dá a sensação de produtividade).
- Fazer primeiro aquilo que é simplesmente urgente (mas cuja execução não traz resultados/consequências).

Encerrando esta parte inicial, vale mencionar também nossa tendência em realizar o urgente antes do importante. Isto ocorre porque o urgente: 

- Normalmente constitui a atividade mais curta.
- Nos dá conforto psicológico (não temos que dizer não), evitando conflitos.
- É resultante de uma pressão externa (que normalmente prevalece em comparação com uma pressão interna).

Qualquer razão que seja considerada, é sempre bom lembrar que a execução do "importante" em primeiro lugar, sempre trará mais resultados do que o desenolvimento do urgente (que tende a gerar ao final do dia a sensação de que trabalhamos muito e rendemos pouco).

Algumas sugestões para melhor administração do tempo pessoal:

Contato/Conversas
- Procure marcar previamente suas visitas, conversas etc.; defina de comum acordo, o início e o término do evento.
- Dê à outra pessoa sempre uma idéia sobre o que vão falar; isto permitirá que ambos pensem previamente sobre o assunto.
- Reserve tempo determinado e diário para seus filhos e sua mulher; uma hora diária com seus filhos lhe ajudará a acompanhar os progressos no campo educacional e cultural e lhe aproximará mais deles.
- Se for interrompido por algo que não lhe interesse, procure não se chatear em demasia. Lembre-se da importância de dizer "não", seja objetivo no trato do assunto. Ex.  Que tal tratarmos disso no dia 5? A melhor forma de dizer "não" é evitar usar a palavra NÃO.

Telefonemas 
- Antes de ligar, prepare uma agenda mental do que vai falar.
- Defina com seus amigos um horário em que é mais fácil encontrar você em casa (isto evitará interrupções e chamadas em horários inconvenientes).
- Ao fazer ligações procure grupar três ou quatro chamadas.
- Lembre-se de que uma secretária eletrônica permitirá sempre você racionalizar suas ligações, respondendo-as no horário de sua conveniência; você, adicionalmente, terá tempo para "pensar" na resposta que vai dar.
- Ao falar ao telefone, procure reduzir a parte "não objetiva" da conversa. Vá direto ao assunto.

Documentos/Papéis
- Habitue-se a ter pastas para guardar os documentos mais importantes, separando-os por assunto (Imposto de Renda, Pagamentos, Escrituras, Documentos Pessoais etc.).
- Ao tratar de um assunto que envolva a análise de um documento/papel, procure resolver tudo numa única vez, evitando o manuseio do documento/papel em momentos diferentes.
- Ao organizar sua documentação, lembre-se de fazê-lo de modo que uma outra pessoa possa eventualmente "entender" sua papelada, encontrando documentos ou tomando providências para você.
- Lembre-se que revistas que estão na "fila de espera" há mais de uma semana provavelmente não devem ser tão importantes; seja seletivo em suas leituras, leia as revistas das mais importantes (que lhe trazem mais informação, contribuição) para a menos importante.

Diversos
- Antes de se deslocar para qualquer local pense no melhor "caminho", no tempo que vai dedicar a cada compromisso, complete mentalmente o ciclo do que vai fazer, antes de sair de casa.
- Habitue-se a dizer sempre para onde vai; isto poupará o tempo dos outros, se quiserem encontrá-lo.
- Não faça nada sem estabelecer prazos, divulgue estes prazos a terceiros; isto aumentará "seu" nível de comprometimento.
- Procure fazer uma coisa de cada vez, não inicie uma atividade sem ter acabado a anterior (assim evitará a frustração de, no fim do dia, ter trabalhado muito e rendido pouco).
- Habitue-se a ter atividades de reserva (regra 3) para quando sobrar tempo ou algo previsto não acontecer.
- No relacionamento com sua mulher, seus filhos, seus amigos, habituem-se a fazê-lo trazer soluções e não apenas problemas; procure resolver os "seus" problemas, não assuma a postura de quem vai "consertar" o mundo.
- Evite adiar atividades importantes, especialmente aquelas que realmente "têm" que ser feitas. O perfeccionismo é um hábito perigoso. Uma boa decisão não se mede apenas pela sua qualidade, mas também pela dimensão oportunidade.

- Saiba ouvir o outro, se interesse também pelas necessidades e expectativas da outra parte; isto poupará razoável parcela de tempo na sua negociação, evitando conflitos interpessoais.
- Respeite o tempo dos outros; eles darão a recíproca.
- Ao tentar resolver qualquer problema concentre-se na eliminação de suas causas e não apenas na administração de seus efeitos; a primeira abordagem toma inicialmente mais tempo, mas garante soluções mais duradouras.


TEMPO GANHO - O QUE FAZER
Esta questão é talvez o aspecto mais importante desse artigo: "Depois de resolver meus problemas de tempo, o que vou fazer com o tempo ganho?" Eis algumas idéias:

- Defina seus objetivos pessoais, as oportunidades só aparecem para quem está permanentemente "ligado" em algum objetivo. Registre etapas, prazos, metas e momentos predeterminados para controle desses objetivos.
- Pesquisas sobre stress mostram que a vida sedentária é um de seus maiores causadores; use seu tempo vago para praticar esportes, fazer exercícios etc.
- Procure se antecipar às crises através de um comportamento proativo (antecipatório), muitas crises são cíclicas, procure pensar em como resolvê-las ou minimizá-las, com meses de antecedência.
- Decidir "o que" fazer é mais importante e prioritário do que decidir "como" fazer; reserve tempo para o planejamento ("o que"), pois assim você abreviará a execução ("como").
- Reserve um tempo para você mesmo, para seus sonhos, suas fantasias, seus projetos.
- Aloque uma parcela do tempo para aumentar sua visibilidade perante terceiros; escreva artigos, frequente associações, faça palestras, receba pessoas em casa, faça visitas etc.
- Dedique pelo menos uma hora por dia a leitura cultural, informativa; no mundo atual as informações se desatualizam com grande rapidez; é preciso uma reciclagem constante.


Se você não se convenceu de que é preciso administrar o seu tempo, faça a si mesmo a seguinte pergunta: "Caso soubesse que vou morrer daqui a um ano, eu continuaria a usar o meu tempo da mesma forma que até agora?"


Talvez esteja aí uma nova motivação para racionalizar o seu tempo.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Profissionais inseguros: será que é possível exterminar esse problema?

Por Viviam Klanfer Nunes  |  InfoMoney

SÃO PAULO - Entre as fragilidades que os profissionais podem apresentar no universo corporativo, está a insegurança. O medo de expor suas idéias, as constantes dúvidas se seu trabalho realmente está bom e o receio de apresentar um projeto podem ser grandes limitadores.

Mas por que alguns profissionais são inseguros? E, mais do que isso, será que é possível exterminar esse problema? De acordo com a psicóloga Raquel Reis, a questão da insegurança pode ser atribuída principalmente a dois fatores: falta de conhecimento técnico e problemas ligados à autoestima.

No primeiro caso, o profissional se sente inseguro, pois acredita - ou realmente - não tem o conhecimento suficiente para desempenhar determinada função. Quando o problema é a autoestima, o profissional, mesmo tendo as competências necessárias, sempre se julga inferior aos demais, não acredita ser bom o suficiente para o cargo e, usualmente, tem problemas para liderar e assumir responsabilidades.

Insatisfação profissional:
A insegurança também pode ser reflexo de insatisfação profissional, conforme pontua Raquel. "Quando você está insatisfeito, você não consegue aplicar 100% da sua capacidade intelectual e, portanto, se torna uma pessoa mais insegura", diz a especialista. Nesse caso, é preciso recorrer a um trabalho de autoconhecimento.


"O profissional deve entender o que gosta e ir atrás disso", sugere Raquel, lembrando que as escolhas feitas não necessariamente devem ser duradouras. Isso quer dizer que, se o profissional fez uma escolha há alguns anos e agora não quer mais seguir pelo mesmo caminho, vale a pena pensar um mudar, pois só assim encontrará felicidade e satisfação, que vão se reverter em mais segurança na vida profissional.

Como lidar com a insegurança?
A consultora da Right Management, Telma Guido, acredita que o profissional deve observar três aspectos. Primeiro, para tentar deixar de ser um profissional inseguro, assuma o que você é. A insegurança é uma característica, ou seja, é um perfil pessoal. Se você é assim, assuma e tente se desenvolver. Contar com ajuda profissional, com um coach de carreira, ou mesmo buscar uma terapia podem ajudar. Mas você precisa querer e entender que isso é importante para sua vida.

Também é preciso ter bem definido seu plano de carreira. A coach acredita que, quando o profissional sabe o que ele quer, aonde quer chegar e quem ele quer ser, isso faz com que busque desenvolvimento, que vai permitir eliminar parte de sua insegurança. Na prática, se você sabe claramente que quer ser um gerente, você vai atrás de um curso que o tornará mais seguro para assumir essa função. Ou, se você sabe que precisa de um certificado para se destacar na sua área, ao obtê-lo, você também se tornará menos inseguro.

Por fim, novamente um trabalho de autoanálise será importante, mas aqui, para reconhecer suas competências. Muitas vezes, o profissional não se sente seguro, pois não tem as competências que a empresa quer que ele tenha ou a posição que ele está exige.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A casa caiu

Por Kelly Cavalcanti Gallinari  |  Ecoach

Não deu tempo de terminar o relatório mensal. Não bati todas as metas do mês. O cliente mandou uma reclamação por escrito para meu chefe. Não vendi a cota do mês. Meu funcionário falou mal de mim para o RH. O sistema está inoperante. O presidente da empresa irá visitar a empresa hoje. Tenho uma apresentação hoje e não consegui estudar o conteúdo. Faltou apoio dos departamentos interligados. Minha equipe não está engajada!

Sinceridade agora, meu povo: quantas vezes, em sua rotina profissional, você pensa "A CASA CAIU"?

Eventos indesejados ocorrem o tempo todo. É comum e já passou até ser normal. Se eu continuasse a lista acima, isto aqui deixaria de ser um artigo e viraria um livro.

O que não é comum, e deveria ser normal, é a reação indiferente mediante estes eventos.

O primeiro passo é admitir que estes eventos não deixarão de ocorrer simplesmente pelo fato de que você não tem o poder de controlar o outro e o universo. Logo, é claro que acontecerão situações não desejadas e o seu papel é aprender a administrá-las da melhor forma possível. Isto sim é competência de um bom profissional.

Assimilar a primeira etapa fará com que você não sofra mediante o evento. Não sofrer impedirá que entre em zona de estresse. O estresse, que é despertado pela sensação de falta de controle sobre as coisas, paraliza, não deixa você agir e, assim, te impede de resolver.

Parece simples mas a maioria dos profissionais não conseguem sair do primeiro passo e o problema, ao invés de resolvido, é remoído e postergado e, quase sempre, triplica de tamanho.

Dica: escrevam e colem o primeiro passo em lugar visível. Leiam e releiam sempre. Isto precisa estar incorporado em você.

A segunda etapa é se responsabilizar em solucionar a situação ou aquilo que está ao seu alcance. Responsabilizar significa RESPONDER a algo. Aqui não vai contar só o fato de responder ao imprevisto mas, também, a VELOCIDADE que isto irá acontecer. Entendam que quanto mais rápido passarem pela primeira fase, melhor será a sua capacidade de resposta.

Até aqui, tudo indo bem, mas já ouviu algo do tipo: "Caramba, de novo!". Pois é, isto acontece porque os profissionais param na segunda fase (RESPONSABILIZAR-SE).

A última etapa, é tão importante quanto as outras, impede que os eventos negativos voltem a ocorrer. Esta fase chama-se AVALIAÇÃO e é nela que ocorre a reflexão sobre o motivo da situação (falhas), os feedbacks e o plano de ação corretivo/preventivo.

Estas três, e decisivas etapas, devem ser repassadas para seus liderados. Se, assim como você, eles também seguirem esta cultura, poucos serão pegos de calças curtas! Ufa, isso seria um alívio e a casa se manteria em pé por muito e muito tempo.

Vamos segurar as paredes, minha gente.

Abraços e até mais.