terça-feira, 18 de setembro de 2012

Faço na prática o que prometo?

Por Dalmir SantAnna  |  Consultores.com.br

Há pessoas que prometem muito, mas no cotidiano esquecem o que foi acordado. Profissionais de vendas que prometem vender mais. Estudantes que prometem melhores notas na faculdade. Mulheres que prometem emagrecer. Homens que prometem participar mais ativamente da família. Gerentes, líderes, supervisores e empresários que prometem melhorar o clima organizacional no ambiente de trabalho. Existem funcionários que prometem participar de um treinamento, mas querem mesmo é aproveitar o evento para fazer compras. Há pessoas que na sexta-feira ao terminar o expediente, assumem o compromisso de chegar de volta na segunda-feira mais motivado, entretanto, na prática esquecem o que prometeram. Você conhece pessoas com este comportamento?

Coerente relação entre o discurso e a prática - O compromisso de prometer algo a si próprio, ou mesmo à outra pessoa deve ser aceito como uma dívida que somente terá sua quitação, com a coerente relação entre o discurso e a prática. Talvez neste momento, você lembre alguém que prometeu algo e nada fez para cumprir o acordado! Promessas que por falta de planejamento e foco no resultado, passam a ficar somente no discurso. Quando um profissional demonstra ser comprometido com as suas atribuições, busca a melhoria contínua no desempenho dos índices de trabalho e também com os compromissos assumidos. A falta de dedicação e comprometimento com suas metas e planejamento, resulta no aspecto de prometer e nada fazer acontecer.

A promessa não pode ser esquecida - O desafio de prometer menos e surpreender mais, exige parar, por alguns momentos da sua vida e escrever uma lista das principais atividades que você deseja realizar. Em seguida estabelecer prioridades, de acordo com cada período do dia ou da semana. Em terceiro, buscar cumprir cada meta estabelecida. Esta lista de prioridade pode ser escrita à mão, impressa, disponibilizada em um arquivo do seu computador, ou ainda, no próprio celular. O importante é que esteja em um local de rápido acesso e que permita monitorar seu desempenho. Lembre de colocar em prática o que prometeu e realize o exercício de monitorar sua evolução, pois estará percebendo que evitou atropelos e conseguiu cumprir com compromisso, organização e perseverança as promessas assumidas.

Para coibir que promessas sejam apenas palavras soltas ao vento é imprescindível intensificar o desejo de fazer a diferença. Permanecer atento às informações e as oportunidades que estão a sua volta. Investir em renovação tecnológica, desenvolvimento das suas competências, administração do tempo e exercitar sua visão de futuro. Note que antes de prometer algo ou de assumir um compromisso, você tem o livre-arbítrio de dizer sim ou não. Perceba que pessoas que prometem e nada fazem, somente contam com uma palavra para justificar sua falha: desculpas. Vamos juntos, assumir o compromisso de prometer menos e fazer mais?

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Elimine manias e medos. Dissemine conhecimento e trabalhe melhor

Por Andrei Silva  |  Blog Andrei MKT

O conhecimento é um patrimônio que todos nós vamos construindo com o passar do tempo. As nossas vivências e preferências ditam como será a nossa base de criação de conceitos para tudo o que encontramos no decorrer de nosso trajeto na vida.

No âmbito organizacional, todos os funcionários que entram em determinada empresa necessitam que exista um cuidado especial, com relação ao seu acolhimento. Esse momento é chamado de aculturação. É a partir daí que um colaborador começa a criar seu conceito laboral, e pode decidir se está à vontade para trabalhar na empresa, ou se essa empresa não correspondeu com suas expectativas. Uma organização que presta os devidos cuidados com um colaborador, dificilmente enfrentará problemas com relação a "vícios" trazidos desse novo funcionário para seu atual ambiente de trabalho. Esses vícios são advindos da cultura do seu trabalho anterior. Manias que, com o tempo, acabam sendo características de cada um, e que podem influenciar no comportamento desse colaborador dentro da nova empresa. Os vícios variam de função a função e podem comprometer o andamento de um trabalho saudável.

Dentre inúmeras manias é possível citar exemplos como: falar alto no ambiente de trabalho, passar muito tempo ao telefone no horário de trabalho, ser exigente demais, mau humor em excesso, falta de compromisso com as atividades, trabalho individual e agressividade com os colegas. Esses fatores podem ser evitados se as empresas possuírem gestores atentos ao momento que corresponde a aculturação de um funcionário. Apresentar a missão e a visão da empresa é o primeiro passo para começar a demonstrar quais são as principais filosofias dentro do ambiente de trabalho. Dar um sentido para as atividades desses colaborador é essencial na criação de um conceito positivo junto ao colaborador. O ideal é fazer as devidas apresentações desse funcionário aos seus novos colegas de trabalho. Levá-lo para conhecer os processos de produção e todos os setores existentes dentro da empresa. Isso é muito importante. Dar as instruções de como ele deve agir na busca por informações mais aprofundadas sobre qualquer processo dentro da organização também é primordial.

Nada mais difícil que começar em um novo emprego e não ter as informações necessárias para começar a dar início às suas atividades não acha?

Muitos colaboradores veteranos podem hesitar em passar dados ou, simplesmente, não acham necessário ensinar tudo o que sabem a um novo funcionário. Geralmente por achar que podem perder seu cargo para um "novato". Os colaboradores mais antigos evitam repassar informações elementares para a conclusão de muitas atividades. Deixam os treinamentos pela metade, ou não se importam em ver esse novo funcionário desesperado em busca de informações que eles poderiam repassar. Esse medo, de alguns dos veteranos, acaba comprometendo todo o trabalho de treinamento e também afeta a relação entre funcionários novos e antigos. O ideal é que esses colaboradores veteranos não tenham medo de compartilhar o conhecimento para os demais. Quem é bom se destaca dos outros por trabalhos bem feitos e compromisso com as suas atividades. Caso alguém venha a substituí-lo, é porque, certamente, ele não vem cumprindo com os seus compromissos. A disseminação do conhecimento é importante para manter o bom funcionamento dos processos e atividades, desde as administrativas às operacionais. Se bem observado, um funcionário só estará preparado para exercer uma função se ele estiver bem treinado e confiante para desenvolver o trabalho. Caso contrário tudo continuará como está. Se os funcionários novos não aprendem, os veteranos acabam sem pessoas qualificadas para substituí-los, caso haja alguma possibilidade de promoção para eles. No final, quem acaba perdendo oportunidades são os veteranos.

Não adianta querer retardar os processos por receio. Todos devem estar cientes de que o crescimento profissional demanda amadurecimento e, também, da voluntária colaboração na disseminação do conhecimento.

Começar a aplicar esses métodos no ambiente de trabalho é uma questão de preparo pessoal. O colaborador deve entender que seu bom desempenho depende dos demais funcionários. Quando a ajuda é recíproca todos saem ganhando. Nada melhor que trabalhar num ambiente no qual existe troca de experiências, e o conhecimento é bem partilhado.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Idade e carreira: veja o que dizem especialistas sobre o assunto

Por Gladys Ferraz Magalhães  |  InfoMoney

SÃO PAULO - Existe idade para assumir um cargo de liderança? Com que idade a pessoa é considerada velha para o mercado? Questões envolvendo idade e carreira estão entre as que mais geram dúvidas nos profissionais.

Assim, para tentar sanar ou ao menos clarear algumas dessas dúvidas, o portal InfoMoney foi ouvir o diretor executivo da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Marshal Raffa, e a headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Ariadne Tomczak.

Jovens na liderança
Quando o assunto envolve idade e liderança, um dos principais questionamentos é sobre os jovens que chegam muito cedo ao poder. Ambos os especialistas, acreditam que a pouca idade pode ser um complicador neste sentido, visto que, para muitos dos jovens em posições de liderança nas empresas, faltam maturidade e experiência.

"Não podemos deixar de reconhecer que estes jovens alcançam o espaço por competência. Contudo, a falta de maturidade e o fato de pularem etapas do desenvolvimento profissional podem impactar de forma negativa na tomada de decisões", diz Raffa.

Ariadne concorda e completa: "a vida não tem atalho (...) Liderança é reflexo de um processo de aprendizagem. O líder tem que inspirar, ensinar... E, muitas vezes, a falta de experiência pode atrapalhar (...) É lógico que há bons jovens. De toda forma, estes profissionais devem estar preparados para enfrentar as dificuldades, preconceito e resistência".

Prazo de validade
Outra questão que costuma ser tema de discussões acaloradas diz respeito a quando as pessoas são consideradas velhas para o mercado de trabalho.

Na opinião da headhunter da De Bernt Human Capital, a resposta para esta pergunta passa pela área do profissional. Ou seja, depende do mercado de atuação.

Já o diretor executivo da Ricardo Xavier Recursos Humanos, não acha que exista uma idade de rejeição. "Se fosse há dez anos, eu diria que a partir dos 40 anos as pessoas já encontrariam dificuldades no mercado de trabalho. Hoje, contudo, isto não é mais uma realidade (...) Especialmente, após a crise de 2008, quando as empresas foram atrás dos profissionais mais experientes".

Idade e ascensão profissional
Muitas pessoas relatam ter mais dificuldades para ascender profissionalmente, quando já não são mais consideradas jovens. Sobre o assunto, Ariadne reconhece que há mais dificuldade para estes profissionais alcançarem novas posições, porém, diz ela, depende do cenário e do momento da empresa.

Raffa, por outro lado, é categórico: "profissionais que não galgaram uma posição até uns 40 anos, por exemplo, vão sim encontrar dificuldades".

Nunca é tarde para recomeçar
Sobre a questão da troca de área ou profissão depois de uma certa idade, os especialistas acreditam que nunca é tarde para recomeçar.

Contudo, explicam os especialistas, se a pessoa decide trocar de carreira deve estar preparada para "descer alguns degraus". Em outras palavras, ela deve entender que não ficará no mesmo patamar e que terá de investir na carreira.

Além da idade
De modo geral, avalia Ariadne, independentemente da idade, o profissional precisa perceber que é necessária a busca constante de conhecimento para evoluir na carreira, sendo que os profissionais mais velhos devem sempre buscar destacar a experiência, enquanto que os mais novos, a vontade de crescer profissionalmente.

Raffa concorda e acrescenta: "na maior parte das vezes, quem tem o maior preconceito é o próprio profissional e não o mercado, sendo que a pessoa usa a questão para mascarar outros problemas. Assim, o profissional deve procurar fazer uma autoanálise para identificar suas deficiências e procurar saná-las".

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Trabalho sob pressão: organização é a chave para lidar com o problema

Por Viviam Klanfer Nunes  |  InfoMoney

SÃO PAULO - Os prazos são curtos, os recursos são escassos e os clientes, extremamente exigentes. Em um mundo competitivo, dinâmico e que nunca para, trabalhar sob pressão faz parte do negócio. Embora não seja possível eliminar esse componente característico do mercado de trabalho, há muito que fazer para suavizá-lo.

Primeiramente, vale esclarecer o que é trabalhar sob pressão. "Nada mais é do que você conseguir trabalhar de forma organizada, cumprir seus prazos - sem se deixar influenciar por coisas externas e entregar com qualidade", explica o gerente-geral da Dasein Executive Search, David Braga.

Mas como fazer isso?  O especialista acredita que uma das principais estratégias para reduzir a pressão no trabalho é a organização. Profissionais responsáveis por muitas atividades e que precisam tomar diversas decisões precisam saber muito bem se organizar e priorizar as demandas.

"É preciso parar e analisar todo o contexto. Inclusive, se você tem recursos e tempo hábil para entregar as demandas", explica Braga. Nessa análise, o profissional deve observar quais são suas fraquezas e quais são seus pontos fortes e, em relação às demandas, deve analisar onde estão as chances de ocorrer mais problemas e erros.

Quanto mais claro for o cenário para o profissional em relação ao tempo, recursos, pontos que geram problemas, mais fácil será tomar decisões. Isso também ajuda o profissional a dizer alguns "nãos", por exemplo.

Saber dizer não
De acordo com especialista, quando o profissional não é organizado, ele vai aceitando todas as demandas que chegam, todos os pedidos dos clientes, dificilmente recusando uma tarefa. O problema é que essa atitude é justamente o que vai levá-lo a ter de lidar com prazos impossíveis, sem os recursos suficientes.

"O trabalho sob pressão é muitas vezes o resultado do acúmulo de tarefas e da desorganização profissional", diz Braga. Muitos profissionais, porém, mesmo sabendo da escassez de recursos e tempo, evitam dizer não, por medo do chefe ou de perder o cliente.

Para Braga, as empresas não querem profissionais que só digam "sim" para todas as demandas. Elas querem aqueles que saibam analisar o contexto - disponibilidade de pessoa, dinheiro e tempo - e possam argumentar sobre as limitações. E a organização é o elemento fundamental, pois é o que vai permitir a análise do cenário.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

É proibido almoçar pizza

Por Alessandra Assad*  |  alessandraassad.com.br

A sexta-feira finalmente chegou. Eu estava em casa e nem acreditava que conseguiria colocar os pés para cima no sofá, quando fui interrompida pelo interfone. O porteiro anunciava uma encomenda para mim. Levantei para abrir a porta, e deparei-me com um entregador de pizza. Com uma naturalidade incrível, ele confirmou o meu nome, e em seguida, colocou um pizza em minhas mãos.

- Olha, eu não pedi pizza, acho que houve um engano!

- Não senhora. A pizza acabou de sair do forno, e foi uma encomenda do Shopping XYZ para anunciar a mais nova liquidação total, que acaba  de sair do forno também.

- Como é que é?

- A pizza acabou de sair do forno, e foi uma encomenda do Shopping XYZ para anunciar a mais nova liquidação total, que acaba de sair do forno também.

A ação que o shopping fez para anunciar a liquidação bombástica certamente rendeu um boca-a-boca incrível na região, e se pagou muito antes das pizzas que eles enviaram para a casa de muitas pessoas. Uma idéia simples, uma experiência fantástica.

Outro dia me hospedei em um hotel que, percebendo que muitos clientes tomavam o café da manhã com pressa, passou a oferecer a opção para o cliente se servir e levar o café em embalagens descartáveis, para ir comendo no caminho. Diferente? Ousado? Eu chamaria de  case de marketing, porque estes dois exemplos comprovam aquilo que os estudiosos tanto falam: para conquistar o cliente, coloque-se no lugar dele, enxergue com os olhos dele. Parece tão simples, e por que será que no nosso dia-a-dia, na prática, complicamos tanto?

Agora lanço um desafio para você: tente pedir uma pizza na hora do almoço em qualquer cidade que não seja São Paulo e depois me conte como foi a experiência! É incrível como parece que os empresários rotularam que pizza não foi feita para ser consumida na hora do almoço. Das poucas pizzarias que abrem nestes horários, mais de 90% não fazem entregas. É proibido almoçar pizza! E ainda teve um empresário que me falou: não vale a pena, ninguém pede! Oras, vende mais porque está sempre fresquinho, ou está sempre fresquinho porque vende mais?

Você saberia me explicar o que faz um cinzeiro de vidro transparente com um adesivo colado ao fundo escrito: "Cinzeiro apenas para a sua comodidade. Apartamento não fumante", cuidadosamente posicionado no criado-mudo de um hotel?

Duas pizzas, dois hotéis e quatro atitudes distintas em relação ao cliente. Em qual desses times você está jogando?

1 - Pouca consciência sua e pouca necessidade do cliente = cinzeiro para não fumantes.
2 - Muita consciência sua e pouca necessidade do cliente = liquidação shopping.
3 - Muita consciência sua e muita necessidade do cliente = café para levar.
4 - Pouca consciência sua e muita necessidade do cliente = pizza no almoço.

Lembre-se que a mudança e o aprendizado serão novos companheiros contínuos em nossas vidas. É preciso não só aceitá-los, mas recebê-los bem. Isso pode fazer uma grande diferença para você chegar ao sucesso que tanto almeja. Afinal, "o que quer que o fez ter sucesso no passado não o fará ter sucesso no futuro". Portanto, mexa-se. Inove. Ouça o cliente. Dê a ele o que precisa, antes que vá buscar em outro lugar... ou vai deixar essa história toda terminar em pizza?

(Artigo originalmente publicado na revista VendaMais de março de 2008)

*Sobre a autora: Alessandra Assad é diretora da AssimAssad Desenvolvimento Humano. Formada em Jornalismo, pós-graduada Comunicação Audiovisual e MBA em Direção Estratégica, é professora no MBA de Gestão Comercial da Fundação Getulio Vargas, Consultora Senior do Instituto MVC, palestrante e autora do livro Atreva-se a Mudar! - Como praticar a melhor gestão de pessoas e processos.